Não existe fórmula para passar no vestibular, mas há dicas que podem ser preciosas. A Capricho ouviu meninas que arrasaram nas provas – elas enfrentaram horas de estudo, ansiedade e incertezas, mas venceram e conseguiram a tão sonhada vaga em 4 das mais concorridas faculdades do país. Não desistir, manter a calma, respeitar o próprio ritmo de estudo e cultivar a disciplina são conselhos valiosos de quem já passou por essa fase.
“Quando terminei o terceiro ano, prestei para relações internacionais. Mas, no ano seguinte, decidi que queria completar minha formação com jornalismo. Fiquei o ano inteiro com aulas do cursinho de manhã, estudos para o vestibular à tarde e faculdade à noite. Logo vi que o que me diferenciaria dos outros concorrentes era justamente os assuntos com os quais eles não tinham afinidade. Por isso, mergulhei na matemática e na biologia. A tática foi simples: aulas e exercícios até não poder mais. Tive também sorte porque meu namorado fazia engenharia e tirava minhas dúvidas. Ele sempre foi compreensivo e segurou a minha barra no momento em que mais precisei – em novembro, quando minha ansiedade foi às alturas e eu achava que não ia passar de jeito nenhum. De repente, senti o peso de passar em um dos cursos mais concorridos da USP. Entrei numa paranóia de estudar o tempo todo, não tinha tempo para mais nada. Mas, com o apoio das minhas amigas e do meu namorado, essa fase passou e fiz as provas bem tranqüila. Nunca saí do orkut nem esqueci o msn. Eu precisava sentir que estava viva. A saúde mental também faz diferença na hora da prova.”
“Sempre quis ser engenheira e foi um professor de matemática formado pelo ITA que despertou meu interesse pelo instituto. Sabia que eu teria que abrir mão dos passeios ao shopping e ao cabeleireiro. Só passei na prova depois da segunda tentativa e dois anos de estudo intenso. No começo, eu ficava apavorada com as questões dos simulados. Parecia que eu nunca iria conseguir. Chegava do colégio às 13h e estudava até perto das 11h da noite. Mas, com o tempo e o cursinho específico para o ITA, fui pegando o jeito das questões. Claro que eu fiquei triste quando, mesmo depois de tanto esforço, vi que não tinha passado na primeira prova. Mas sabia que eu não poderia desanimar se quisesse chegar à vitória. Meus amigos cobravam minha presença nas festas, mas, no segundo ano, decidi que só iria mesmo aos aniversários. Depois que você se acostuma ao estudo, conseguir resolver exercícios aparentemente impossíveis dá muito pique. Em 2008, só passaram 11 mulheres para as 127 vagas, menos que nos anos anteriores. Me mudei de Fortaleza (CE) para São José dos Campos (SP) e já estou amando tudo!”
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