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5 dicas para lidar com a falta de professores

O que fazer quando seu filho perde aula por conta da ausência dos docentes? Descubra como e quando agir para evitar que o problema prejudique o aprendizado


28/04/2014 18:13
Texto Equipe Educar
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Foto: Claudia Marianno
Foto: Faltas muito frequentes por parte dos professores podem criar entraves no aprendizado
Faltas muito frequentes por parte dos professores podem criar entraves no aprendizado

Professor também fica doente, tem imprevistos, precisa cuidar do filho que está com febre de casa. Como qualquer profissional, está sujeito a faltar ao trabalho por motivo de força maior, de forma pontual, sem prejudicar o aprendizado dos alunos. O problema é quando as faltas se tornam recorrentes. Para evitar este tipo de problema, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo paga um bônus para os professores que cumprem a carga horária de pelo menos 244 dias por ano. No caso de faltas, há desconto proporcional no valor da bonificação. A assiduidade também é levada em conta no Programa de Valorização pelo Mérito, que promove ascensão salarial de 10,5% sobre o salário-base para os docentes que cumprirem todos os requisitos (a assiduidade é apenas um deles).
Nas escolas particulares não há esse estímulo financeiro, mas cada instituição de ensino encontra a sua maneira de evitar que os alunos percam conteúdo. "Partimos do pressuposto que nossos professores só faltam em caso de real necessidade. E como nenhuma classe deve ficar sem aula, contamos com um quadro de docentes em stand by, para fazer substituições caso seja necessário", conta Adilson Garcia, diretor do Colégio Vértice.
A seguir, confira algumas dicas para fiscalizar a frequência dos professores na escola do seu filho e saiba como agir caso as faltas se tornem recorrentes.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. O que diz a lei
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, cabe aos professores "ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional". Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, as escolas estaduais devem contar com professores eventuais, que cobrem licenças de até 15 dias, faltas pontuais de docentes titulares ou aulas em processo de atribuição (que ainda não contam com um professor titular). O conteúdo ocasionalmente não ministrado é reposto dentro do calendário escolar.

Em relação às faltas abonáveis, de acordo com a legislação vigente, por ano, o servidor público, e não apenas funcionários da Secretaria da Educação, tem direito a seis faltas médicas, sendo uma por mês, comprovadas com atestado, e a seis faltas que podem ser abonadas, também sendo uma por mês. O funcionário que precisar se ausentar por um período mais extenso deverá entrar com pedido de licença.
2. A postura da escola
Nas escolas públicas, os professores que faltam além do permitido por lei são punidos com descontos no salário ou perda de bonificação. Já nas particulares, a postura varia de acordo com a filosofia de cada instituição de ensino. "Aqui no Vértice, o primeiro passo é averiguar a causa das faltas, se existe algum tipo de insatisfação em relação ao trabalho. Se o motivo for este, em qualquer época do ano, fazemos o desligamento imediatamente. É muito melhor fazer desta forma do que atuar o tempo todo como bombeiro, para apagar incêndio", afirma Adilson Garcia, diretor do Colégio Vértice. Com ou sem desligamento, o importante é que a escola tome providências para evitar que os alunos sejam prejudicados pela ausência do professor, e cabe aos pais fiscalizar se isso está sendo feito.
3. Leve o problema à direção
Se você perceber que as faltas do professor do seu filho estão prejudicando a aprendizagem da classe, procure a direção. É direito dos pais expor o problema e exigir uma atitude. "Tem que falar abertamente porque pode acontecer da direção não estar ciente de algum problema e, se os pais não reclamam, não há como agir", alerta Adilson Garcia, diretor do Vértice. Ele lembra que os pais devem estar abertos para ouvir a versão da escola também, para conhecer o problema na totalidade. "Se realmente a instituição de ensino estiver errada, deve pedir desculpas e consertar o erro", avisa.
4. Exija a reposição das aulas
O melhor dos mundos é a escola contar com um quadro de professores substitutos, para que os alunos não percam conteúdo. Mas como nem sempre isso é possível, exija que o conteúdo perdido seja reposto, e rápido. Muitas vezes, algum professor que esteja adiantado no cronograma pode ceder algumas aulas para a reposição no próprio turno. Se não houver esta possibilidade, existem outras alternativas. "O importante é repor. Pode ser no contra-turno, aos sábados, ou até mesmo em uma plataforma digital", explica Adilson Garcia, diretor do Colégio Vértice.
5. Se tudo falhar, denuncie
O melhor é sempre tentar resolver o problema com a própria escola, mas se você já conversou com a direção e nenhuma providência foi tomada, é possível fazer uma denúncia na Secretaria da Educação de sua cidade, ou na Promotoria Pública. O importante é não deixar que a omissão da escola prejudique o aprendizado do seu filho.

 

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