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DIRETRIZES

O caminho para a Educação de qualidade

Segredos de sucesso para avançar na Educação: escolher os melhores professores, cuidar de sua formação, acompanhar alunos e preparar gestores


Nova-Escola

01/08/2008 18:42

Texto
Rodrigo Ratier

Foto: Divulgação
Foto: Um bom professor fez toda a diferença em 'O Clube do Imperador'

Um bom professor fez toda a diferença em 'O Clube do Imperador'

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No Brasil, a divulgação dos resultados de testes internacionais de aprendizagem provoca emoções contraditórias. A primeira é a tristeza. Afinal, quase invariavelmente ocupamos as últimas posições do ranking. No Pisa (sigla em inglês para o Programa Internacional de Avaliação Comparada, aplicado em 57 países), por exemplo, é gritante a diferença entre as notas de nossos estudantes em relação à média da OCDE, o grupo que reúne as 30 nações mais desenvolvidas do mundo.

Passado o choque, é possível analisar com outro olhar esses mesmos números. Os nossos, vergonhosos, nos dizem onde estamos. Os dos campeões, muito superiores, nos indicam aonde ir. É aí que a tristeza dá lugar à esperança de que avançar é possível. Para isso, é preciso entender como os líderes dos rankings chegaram ao topo da Educação.

Um recente estudo da consultoria americana McKinsey, chamado Como os Sistemas Escolares de Melhor Desempenho do Mundo Chegaram ao Topo, revela ótimas pistas nessa direção. Coordenado pela egípcia Mona Mourshed, o relatório sintetiza mais de 200 entrevistas e visitas a 120 escolas de 20 países. O objetivo era identificar as razões do sucesso dos países mais bem posicionados no Pisa e os que subiram rápido no ranking.

As descobertas foram resumidas em quatro “lições”: 1) selecionar os melhores professores, 2) cuidar de sua formação, 3) acompanhar alunos e 4) preparar gestores. Segundo Mona Mourshed, as lições funcionam independentemente do contexto cultural do país – por isso, é possível reproduzi-las e obter bons resultados. No total, foram 25 os sistemas estudados. Examinar as medidas propostas e entender como elas podem ser aplicadas no Brasil são as tarefas a que se propõe esta reportagem especial de NOVA ESCOLA – pensada para Secretários Municipais e Estaduais de Educação. Nossa intenção é ampliar a reflexão sobre a qualidade do ensino e, principalmente, encontrar alternativas para o país caminhar rumo ao topo.

Como adaptar os exemplos ao Brasil

Tão importante quanto conhecer essas histórias é examinar nossa própria trajetória. Por isso, é hora de perguntar: quais características aproximam – ou afastam – o Brasil dos melhores países avaliados? O relatório da McKinsey é claro: os sistemas estudados já possuem as condições fundamentais para a qualidade, como parâmetros rigorosos de aprendizagem e um nível mínimo de investimento. Não é o caso do Brasil. No que diz respeito às expectativas de aprendizagem, nem sequer cumprimos a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que determina a criação de uma base nacional comum para o currículo a ser contextualizada nos planos regional, estadual e local. “Apesar de 85% dos municípios e 76% dos estados afirmarem possuir orientações curriculares próprias, a verdade é que quase ninguém as conhece. É essencial tornar públicos os objetivos e as metas para que a qualidade da rede possa ser avaliada e cobrada”, explica Maria de Salete Silva, consultora de projetos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). 


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