
Depois de passar pela idade de freqüentar a creche, isto é, quando alcança a faixa que vai dos 4 aos 6 anos de vida, a criança ultrapassa os limites sensoriais e começa a sentir gosto em transformar a própria realidade. É essa mudança de atitude que o professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) Lino de Macedo chama de pensamento substitutivo e imitativo. “Substitutivo porque ela descobre que objetos, pessoas e ações podem ser trocados ou evocados por outros. Imitativo porque ela entra no universo da ficção: imagina e faz correspondências”, comenta.
Segundo o especialista, a melhor maneira de lidar com esse impulso é desenvolver novas formas de expressão – e o faz-de-conta será sempre o jeito mais divertido de fazê-lo. “A criança realiza um esforço de tradução. Ela não é velha, mas representa esse papel no jogo simbólico. Também não é um bicho, mas pode imitá-lo. Esse fingimento aumenta o repertório das diversas linguagens, como o desenho, a fala, a música e a dança”. Nas próximas páginas, é possível entender melhor como aplicar todos esses conceitos, etapa por etapa.
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