Apesar da parceria com ONGs ser extremamente interessante, nem todos os projetos oferecidos têm qualidade ou atendem ao que a escola necessita. É essencial a equipe escolar avalie os projetos e, sobretudo, verifique se eles realmente vão ao encontro dos seus interesses.
Além disso, essa parceria não é necessariamente permanente. Alguns projetos têm duração limitada, outros ficam sujeitos a novas captações de recursos, ou podem terminar, por exemplo, por mudanças de governo – quando uma nova administração decide interromper ações da gestão anterior.
Para que as idéias construídas durante essa parceria tenham continuidade e se consolidem, é necessária a preocupação constante com os alicerces que as sustentam. “Essa base só existe com a participação efetiva da comunidade em todas as etapas”, ensina Sérgio Haddad, diretor da Ação Educativa, em São Paulo. Ele lembra ainda a importância de observar de perto a experiência realizada em conjunto, de criar indicadores claros para avaliá-la e de compartilhar os resultados. “É esse acompanhamento que permite a replicação”.
A pergunta que todos fazem ao conhecer uma ONG é “de onde vem o dinheiro?”. Em geral, elas são apoiadas por fundações empresariais — várias delas reunidas no site do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, Gife —, recebem doações individuais e de organismos internacionais, além dos recursos obtidos com prestações de serviços. Segundo o Gife, os 100 maiores institutos e fundações do país investiram mais de um bilhão de reais no campo social em 2006, a maior parte na área de Educação. Ou seja, além de entrarem com todas as suas competências técnicas, os parceiros possibilitam à escola novos recursos extras, aos quais sozinhas elas dificilmente teriam acesso. Na realização de projetos com as redes de ensino, o poder público fica responsável por parte dos custos, principalmente os de logística.
Comece olhando para seus vizinhos: quais as organizações que atuam no seu bairro ou na sua cidade? De que forma elas podem contribuir para o trabalho escolar? Escolha uma pessoa da equipe para “olhar para fora”. Ela será responsável por garimpar projetos interessantes, elaborar propostas de parceria, captar recursos.
• Ao buscar uma entidade, certifique-se de que ela tenha clareza nas ações e nos objetivos e seja transparente na forma como lida com os recursos.
• Procure conhecer a história da organização, materiais que produziu e os projetos que desenvolveu.
• Prefira ONGs bem articuladas, que participem de redes e dos debates da área.
• Se um projeto bater à porta da sua escola não avalie apenas o que a ONG está oferecendo, mas principalmente na necessidade da escola ou da rede. A proposta casa com suas prioridades?
• Não maquie a realidade. Exponha à ONG as condições e os problemas da escola ou da rede para que a intervenção possa ser mais bem planejada.
• Deixe claro o papel de cada um na parceria e defina os resultados que você espera dela.
• Encoraje o envolvimento de toda a comunidade escolar. Essa é a chave para a continuidade da iniciativa.
• Esteja aberto para as reflexões e novas idéias que serão propostas por quem vem de fora.
• Sistematize a experiência, avalie e compartilhe os resultados dentro e fora da escola ou da secretaria.
• Busque sempre que possível o respaldo da secretaria de Educação, caso a parceria seja entre a ONG e a escola. Ela pode garantir a replicação ou a institucionalização das experiências positivas.
depoimentos
recomendamos
MAIS LEITURA
Conheça atividades simples - e baratas! - que podem transformar seu filho em um pequeno grande leitor
TESTE
Você sabe lidar com seu filho adolescente?
mais lidos
VESTIBULAR
Os 100 melhores livros da literatura brasileira para você ler uma vez na vida
FÉRIAS E FILMES
Uma seleção de filmes que passam grandes lições e podem tornar as férias mais divertidas
blogs