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PRODUTIVIDADE

Planejamento: trabalho de todos

Cooperação, diálogo, reflexão e uso racional do tempo são ingredientes eficazes nas reuniões de planejamento e jornadas pedagógicas


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Fase 3: Eleger os conteúdos e criar o plano anual dos professores

GNU
 
 
 
 
Foto: GNU
 
 
 
 
Comparar e estabelecer metas é um passo fundamental

 

 


Num terceiro momento, o planejamento passa a ser operado entre as classes, com a presença dos professores e do coordenador. O foco se fecha sobre o trabalho didático e deve começar com o estudo dos resultados da avaliação realizada no fim do ano anterior. A equipe se situa em relação a temas como desempenho dos estudantes, pontos que concentraram dificuldades de aprendizagem e estratégias que funcionaram ou não. Com a tabulação desses dados, é possível preparar gráficos e transparências para facilitar a visualização.

É hora, então, de escolher objetivos gerais e seus conteúdos correspondentes. Se necessário, pode-se explicitá-los num texto escrito coletivamente – uma boa maneira é trabalhar primeiro em pequenos grupos e depois com todo mundo. Assim, a razão de ser e a identidade da escola ficarão bem claras para todos. A busca de consenso em torno das propostas pedagógicas, formas de avaliação e questões gerais relativas à disciplina também ocorre nessa etapa do trabalho. Essas decisões abrem o caminho para prever como serão as reuniões com os pais e do que eles precisam ser informados.
Nessa fase do planejamento interclasses, chega-se ao momento crucial de definir as metas por disciplina ou área de atividade. Como não se tem todo o tempo do mundo, é inevitável privilegiar alguns conteúdos, como a alfabetização. É interessante não só pensar no logo prazo, mas também eleger objetivos para cada etapa do processo de aprendizagem.

O plano anual dos professores também deve ser organizado graficamente numa tabela. O objetivo é distribuir os conteúdos de ensino e aprendizagem a serem trabalhados durante o período. Isso é feito coletivamente pelos professores para que a programação curricular tenha uma organização coerente, sem repetições e com o conhecimento daquilo que as turmas já viram e o que ainda precisam ver. “Um dos principais aspectos do planejamento é estar a serviço do direito de continuar aprendendo”, lembra Neurilene, do Projeto Chapada.

Como a grade curricular eficiente é aquela construída em espiral – pela qual os conteúdos são retomados periodicamente em níveis crescentes de complexidade –, é indispensável planejá-la com clareza e cooperação. A pedagoga argentina Delia Lerner propõe que se adotem simultaneamente diferentes modalidades organizativas de ensino, que são: atividades permanentes, seqüências de atividades e projetos didáticos.

As atividades permanentes são aquelas propostas com regularidade, com o objetivo de formar atitudes e hábitos, como a leitura em sala de aula, especialmente nas primeiras séries. As seqüências de atividades são um conjunto de aulas em torno de um ou mais conteúdos e com um determinado objetivo. E os projetos são atividades coordenadas em função de um produto final, que pode ser um objeto, como um livro, ou um evento, como uma exposição. É a modalidade que mais favorece os projetos interdisciplinares. Delia prevê, ainda, um quarto tipo de modalidade, as situações independentes, que respondem a necessidades inesperadas surgidas no processo.

O ideal é que a programação das modalidades seja feita por semestre, desde que a avaliação do trabalho e os ajustes ocorram sempre. Para ajudar a pensar os conteúdos didáticos, Neurilene sugere um procedimento em três fases, correspondentes a três perguntas. Supondo um projeto de contos numa escola da área rural: 1. Por quê: democratizar a literatura, ampliar o repertório de autores, conhecer os gêneros. Ou seja, as justificativas pedagógicas e sociais para a atividade. 2. Para quê: ler com autonomia textos de escritores conhecidos e produzir pequenos escritos com a ajuda dor professor. São os objetivos e metas. 3. Como: o uso ou não de computador ou quadro, o trabalho individual ou em dupla. Para decidir o “como”, é preciso saber o que sabem os alunos e o que se pretende que eles aprendam. Por exemplo: que sejam capazes de recontar histórias.

Fase 1 - Fim do ano: balanço do ano que passou
Fase 2 - Início do ano: interação em rede e conhecimento das diretrizes educacionais
Fase 3: Eleger os conteúdos e criar o plano anual dos professores
Fase 4: Hora de fechar o foco na própria classe e pensar nos detalhes


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