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Cingapura: vice-campeão PISA 2012

Com salas de aula equipadas e professores de ponta, o pequeno país asiático conquista pela segunda vez um lugar admirável na mais importante avaliação da Educação mundial


06/12/2013 13:39
Texto Cynthia Costa
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Foto: Cingapura foi vice-campeã do PISA em Matemática pela 2ª vez
Cingapura foi vice-campeã do PISA em Matemática pela 2ª vez.

Abaixo apenas de Xangai, a menina dos olhos da China, Cingapura conquistou o segundo lugar em Matemática e os terceiros lugares em Leitura e Ciências na mais recente edição do PISA (Programme for International Student Assessment, ou Programa de Avaliação Internacional de Alunos), a avaliação internacional de Educação promovida pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A pequena nação de 5,3 milhões de habitantes repetiu o feito do PISA 2009, quando também ficou na segunda posição em Matemática - com o detalhe de que, de lá pra cá, aumentou a sua pontuação de 562 para 573 pontos nessa área. Aliás, Cingapura melhorou nas três categorias, um feito invejável para a maioria dos países, que ou se mantiveram estáveis, ou caíram.

O que esse minipaís faz de diferente do Brasil, que ficou lá no fim da lista, na 58ª posição (entre as 65)? Basicamente, tudo. Salas de aula lindas e modernas e professores altamente treinados em didática são os dois pontos de partida de um sistema educacional admirável.

A seguir, conheça essas e outras peculiaridades da Educação cingapurense, composta tanto por escolas públicas quanto particulares.

Cingapura em números

- 5,2 milhões de habitantes em 2012
- Vice-campeão do PISA em Matemática pela 2ª vez
- Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2012: 0,895 (19º mais elevado do mundo)
- Todas as crianças de 6 anos de idade devem ser matriculadas na escola
- 30 mil professores nas escolas primárias, secundárias e júniores (os nossos Ensinos Fundamental e Médio) para pouco mais de 500 mil alunos: uma média de 17 alunos por professor
- 95% de alfabetizados entre a população mais velha e quase 100% entre jovens de 15 a 24 anos

Para ler, clique nos itens abaixo:
Iniciativa governamental
A partir da década de 1990, o governo de Cingapura passou a investir 3,6% de seu PIB em Educação e focou numa transição: o país deixaria de ser uma sociedade só industrial, tornando-se aos poucos uma sociedade de conhecimento. Assim, o primeiro objetivo foi o de alfabetizar a população, para criar mão-de-obra qualificada. Hoje, com o 19º mais alto Índice de Desenvolvimento Humano do mundo e grande exportador de aparelhos eletrônicos de última geração, o país - independente há pouco menos de 50 anos - pode dizer que vem alcançando metas políticas.
2. Aluno excelente é futuro professor
Aqui a lição é similar à da Coreia do Sul e da Finlândia: os melhores alunos do Ensino Médio é que devem ser os futuros professores. Para isso, o governo tem consciência de que a carreira docente deve ser valorizada. No Instituto Nacional de Educação de Cingapura, onde são formados os professores, um graduando em formação recebe salário compatível com o de um engenheiro ou médico em início de carreira. A formação, por sua vez, tem ênfase em didática e em liderança e se equilibra sobre três pilares: valores, habilidades e conhecimento. Em Cingapura, o professor é aquele que tem conhecimento e que sabe transmiti-lo - a didática e a prática são tão importantes quanto a teoria.
3. Bom salário ao professor
Se muita gente sonha em ser médico, engenheiro ou advogado para enriquecer, por que não sonhar em ser professor para enriquecer também? Em Cingapura, não há essa ideia de que os mestres são mártires, que trabalham apenas por uma causa nobre. Até mesmo no site de seu Ministério da Educação há tabelas de salários e planos de carreira, como um atrativo aos bons alunos que querem seguir a profissão. O salário-base é de cerca de 3 mil reais por mês, que cresce com o tempo e é acrescido de bônus. A docência é encarada como uma profissão lucrativa e prestigiosa.
4. Salas de aula equipadas
Dá gosto ver uma sala de aula cingapurense! São ambientes atraentes, com mesinhas coloridas, lousas brancas e todo tipo de parafernália tecnológica a que os alunos têm direito: computadores, tablets, TVs de plasma.
5. Diferentes caminhos, resultados iguais
O professor em Cingapura pode variar a maneira de ensinar cada aluno, desde que, ao final, todos aprendam o conteúdo. Portanto, na contramão de algumas linhas pedagógicas adotadas em peso no Brasil, lá o método de ensino não é universalizado - é o ideal para aquele aluno ou para aquele grupo de alunos. Quem sente como deve ensinar a matéria é o professor.
6. Cada um ao seu tempo
Em alguns sentidos, Cingapura escapa da regra asiática de "estudar, estudar e depois estudar de novo", notável em países como a China e a Coreia do Sul. A velocidade de aprendizado dos alunos é respeitada, e eles são reunidos em grupos de estudo, que trocam informações e experiências, como forma de evitar a evasão. A filosofia é: se a criança ou o jovem sente que está recebendo atenção, não terá motivos para deixar a escola.

 

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