O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acontecerá nos dias 22 e 23 de outubro. Mais de 6 milhões de isncritos devem fazre a prova. Desde o ano passado, o exame inclui uma língua estrangeira: os candidatos devem escolher entre inglês e espanhol. Alunos de escola pública estão isentos de pagar a taxa de inscrição; para os demais o valor é de 35 reais.
A prova, que até 2008 era composta por 63 perguntas interdisciplinares e uma redação, hoje tem 180 questões, divididas em quatro áreas do conhecimento: linguagens e códigos (português), ciências humanas (geografia e história), ciências da natureza (biologia, física e química) e matemática, além da redação.
O Enem é um exame de caráter individual e voluntário, realizado anualmente por estudantes ao fim do ciclo básico, desde 1998. Em 2009, o exame foi totalmente reformulado pelo Ministério da Educação, com a intenção de unificar o processo seletivo das universidades federais e mudar o currículo do Ensino Médio, que, segundo o ministro Fernando Haddad, privilegia a decoreba ao invés de estimular a análise crítica. O objetivo da prova atual, segundo o MEC, é avaliar a capacidade de raciocínio do aluno. Ele deve estar apto a aplicar os conceitos que aprendeu no Ensino Médio em situações-problema. O que, segundo alguns críticos, deixou de acontecer quando a prova ganhou a função de um vestibular.
A intenção do Inep é que o Enem se torne uma forma generalizada de seleção para as universidades, substituindo até o tradicional vestibular. As instituições puderam escolher entre a substituição total do vestibular pelo Enem e outras três modalidades: utilizá-lo como primeira fase da seleção, usar a nota na prova para atribuir um percentual na avaliação final dos candidatos e usá-lo para preencher vagas remanescentes.
A primeira edição, em 1998, teve apenas 115,6 mil participantes. O exame se tornou popular em 2004, quando o MEC instituiu o Programa Universidade para Todos (ProUni), e vinculou a concessão de bolsas em Instituições de Ensino Superior (IES) ao desempenho no exame. Outro grande incentivo foi a decisão de universidades públicas e particulares de levarem em conta a pontuação do Enem no processo seletivo.
Em seu novo formato, o Enem também servirá como critério de seleção para o ProUni, para a emissão de certificados de conclusão do ensino médio, substituindo o Encceja e para a participação do Sistema de Seleção Unifica (Sisu). Em 2011, cerca de 83 mil vagas em instituições públicas foram disputadas diretamente com base na pontuação da prova por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). Este ano, o Exame será supervisionado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e por uma empresa de governança e gestão de risco para evitar que os erros de aplicação da prova ocorridos em anos anteriores se repitam.
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