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Leonardo Lage foi aprovado no vestibular de Direito da Universidade de Brasília (UnB) quando ainda estava na escola. "Passei durante o terceiro ano do Ensino Médio, mas cumpri todas as exigências para que pudesse receber o certificado de conclusão na metade do ano mesmo", conta o brasiliense de 18 anos, terceiro colocado no Enem 2008 - junto com mais quatro estudantes, ele ficou com uma pontuação de 97,62. Assim como a aprovação no vestibular antes da hora, a nota no Enem é resultado de muito esforço e dedicação: durante a escola, ele passava de uma a quatro horas estudando em casa diariamente. Leonardo decidiu prestar o Enem já de olho no futuro. Ele acredita que quem se sai bem no exame tem mais chances de conquistar uma vaga de estágio ou uma oportunidade de estudo no exterior. Na entrevista a seguir, ele conta como era a sua rotina durante a escola e fala de seus planos profissionais.
Os campões do Enem:
1º lugar: Caio Mancini
2º lugar: Renato Lopes
2º lugar: Daniella Rantin
3º lugar: Samuel Carvalho
3º lugar: Leonardo Lage
Saiba tudo sobre o Enem
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- 1. Você se considera um aluno estudioso?
- Leonardo Lage: Sim, embora seja um pouco preguiçoso também. Ao longo da minha vida escolar, alguns estímulos foram sempre importantes para que eu me mantivesse ocupado. Exercícios obrigatórios para casa, trabalhos, testes e provas regulares foram essenciais para que eu não negligenciasse meus estudos.
- 2. Como era a sua rotina de estudos durante a escola?
- Leonardo Lage: Durante o Ensino Médio, freqüentava a escola de segunda a sexta, das 7h15 às 13h. Em casa, dedicava entre uma e quatro horas de estudo diários, dependendo da quantidade de matéria que seria cobrada de mim nos dias seguintes. Na realidade, mais importantes do que essas horas diárias de estudo, para mim, foram a concentração e o interesse que eu procurava manter durante as aulas.
- 3. Como a escola em que você estudou te ajudou a ser um dos primeiros do Enem?
- Leonardo Lage: Para mim, essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Estudei em uma instituição bastante grande, talvez o maior colégio particular de Brasília. Houve momentos em que me sentia um número: apenas mais um aluno, apenas mais uma pessoa para fazer parte das estatísticas do colégio. Apesar disso, tive alguns professores excelentes, que souberam me manter interessado. Além disso, alguns funcionários da escola tornaram-se meus amigos, procurando garantir não apenas o meu aprendizado, mas também o meu bem-estar. Há professores sem os quais eu não teria alcançado tudo o que alcancei, entre os quais destaco a fantástica professora de Português que tive na sétima e na oitava séries do Ensino Fundamental. Deveres de casa, trabalhos, provas foram importantes, porém menos do que a convivência com pessoas muito inteligentes e competentes.
- 4. Como a sua família ajudou?
- Leonardo Lage: Minha família ajudou oferecendo todos os subsídios para que eu pudesse me sair bem. Felizmente, graças aos meus pais, pude concentrar-me exclusivamente aos estudos, sem grandes preocupações adicionais. Além disso, minha família sempre serviu de inspiração para mim. Meus pais e minhas avós estimulam emocionalmente o meu crescimento.
- 5. E os professores? Há algum em especial que tenha contribuído para esse resultado?
- Leonardo Lage: Tive muitos professores extremamente competentes, mas há uma professora que preciso destacar. Na realidade, ela não foi minha professora durante o Ensino Médio, mas, em virtude das aulas dela durante o Ensino Fundamental, praticamente não precisei estudar a matéria gramatical de Português nos anos seguintes, já que, com ela, eu havia aprendido, não apenas decorado. O nome dela é Sandra Moura. Mineira de Ituiutaba, mudou-se para Brasília há alguns anos. Neste ano, decidiu pedir demissão da escola onde eu estudava, o que foi uma grande perda para o colégio, em minha opinião. Além de explicar muito bem, a professora Sandra tinha um bom relacionamento com os alunos, o que contribuía para que nos interessássemos pela matéria. Sinto muita falta dela. Vale ressaltar que não foram apenas os professores que desempenharam um papel importante na minha formação, mas também a orientação escolar de Juliana Diniz, durante o Ensino Médio, foi decisiva para que meu desempenho não caísse em uma época que eu não estava muito bem emocionalmente.
- 6. Como é a sua relação com os livros? Você lê muito?
- Leonardo Lage: Eu gosto muito de ler, tanto que isso se refletiu na escolha profissional que fiz. Atualmente, a leitura tem ocupado grande parte do meu tempo, em virtude, principalmente, da faculdade de Direito, que exige isso. Sempre gostei de romances policiais, de thrillers, como, por exemplo, os de Dan Brown e os de Sidney Sheldon. Além disso, aprecio muito o livro Era dos Extremos, do Eric Hobsbawm. Talvez ele seja o meu preferido.
- 7. O que você costuma fazer no seu tempo livre?
- Leonardo Lage: No meu tempo livre, costumo assistir à televisão, ler revistas e jornais, sair com os amigos ou conversar com eles pela Internet. Frequento a academia, mas não considero isso como um tempo livre, mas sim como uma obrigação: não gosto muito de fazer exercício...
- 8. Por que você decidiu fazer o Enem, que não é um exame obrigatório?
- Leonardo Lage: Fui convencido de que o Enem está conquistando uma importância curricular. Aqueles que se saem bem, aparentemente, têm maiores chances de conquistar uma vaga de estágio ou uma oportunidade de estudo no exterior. Essa é uma coisa com a qual eu me preocupo bastante.
- 9. Quais são os seus planos para o futuro?
- Leonardo Lage: Sempre quis ser um magistrado. Espero que eu consiga me tornar um bom profissional na minha área de estudo e, para isso, sei que tenho que me dedicar. Espero encontrar estímulo suficiente para que eu me encante pela profissão que decidi seguir e, além disso, desejo ser capaz de fazer bem a alguém ao praticá-la com seriedade e honestidade.
- 10. Qual a sua dica de sucesso para quem vai fazer o Enem 2009?
- Leonardo Lage: O Enem é uma prova essencialmente interpretativa. É importante fazer a prova com atenção. Além disso, sugiro que o estudante esteja descansado e tranqüilo. Quanto à redação, parte essencial do Enem, deve-se ter certeza de que a argumentação não está frágil e de que as sugestões para resolver o problema proposto estejam de acordo com os direitos humanos. Para isso, vale a pena ler notícias e estudar um pouco os problemas da atualidade em sites e revistas especializados.