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MERCADO DE TRABALHO

As profissões mais promissoras do mercado

As carreiras mais promissoras são atualmente para os profissionais com maior conhecimento específico de uma área, aliando habilidades técnicas e criatividade


11/11/2011 16:47
Texto Gabriela Carelli
Veja
Foto: Marcos D'Paula
Foto: Acima, uma plataforma petolífera. A carreira como Engenheiro de petróleo é considerada com uma das mais promissoras, conheça as outras!
Acima, uma plataforma petolífera. A carreira como Engenheiro de petróleo é considerada com uma das mais promissoras, conheça as outras!

Como escolher as carreiras mais promissoras dos próximos vinte anos? Uma resposta pode ser encontrada no mais abrangente estudo já realizado sobre o assunto, The Shape of Jobs to Come (Como serão os empregos, em tradução livre), concluído no ano passado pela consultoria inglesa FastFuture, com o patrocínio do governo britânico. A pesquisa apontou 110 carreiras cujo ponto em comum é o fato de serem fundamentadas e terem surgido na esteira da inovação e dos avanços científicos. A maior parte delas se concentra em áreas como internet, meio ambiente, demografia e tecnologia. O estudo considera que, devido às características próprias, essas carreiras representam uma ruptura na tradição do trabalho, um verdadeiro "novo emprego". Para ocupá-lo, é preciso ser especialista, ter conhecimento específico e profundo de uma determinada área. Coisa que não significa, necessariamente, exibir um diploma ou um curso de pós-graduação, ainda que a formação universitária seja o mínimo necessário na maioria das atividades.

A especialização pode muito bem ser decorrente da experiência, do talento e da capacidade de cada um para encontrar soluções originais em um mundo cada vez mais embaralhado. Escolhido neste ano uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, o finlandês Peter Vesterbacka é uma estrela em ascensão desse "novo emprego". Ele largou um cargo na Hewlett-Packard, o gigante dos computadores, para tentar ganhar a vida com seu hobby, o desenvolvimento de games. Com 200 milhões de downloads em smartphones e tablets em pouco mais de um ano, seu jogo Angry Birds o transformou numa celebridade digital. E também em um homem rico.

O novo emprego é um híbrido dos extremos profissionais do século passado. Os títulos atuais tendem a ser referência a atividades tipicamente intelectuais (técnico, especialista, analista), mas quase sempre envolvem executar tarefas com as próprias mãos, como os operários numa fábrica. Um desenhista de animação em 3D, para citar como exemplo uma nova atividade na qual os brasileiros se destacam, realiza um trabalho basicamente cerebral, criativo, mas necessita de habilidade manual e conhecimento técnico para se utilizar do computador e de programas gráficos de última geração. A expansão em ritmo acelerado e, sobretudo, a modernização da economia brasileira abriram espaço no país para as "novas profissões". Abrir espaço, por sinal, é uma imagem pobre para descrever as imensas dimensões do fenômeno. O Brasil criou 2,8 milhões de empregos formais no ano passado, quase o dobro do recorde anterior, de 2007. Prevê-se que fechará este ano com o acréscimo de outro 1,9 milhão de vagas. Desse total, 1,2 milhão não será preenchido por absoluta escassez de candidatos com a qualificação necessária.

Duas pesquisas recentes - uma da Confederação Nacional da Indústria, com 1 616 empresas, e outra da Fundação Dom Cabral, com as 130 maiores companhias do país - revelaram que a dificuldade em contratar é um problema sério em sete de cada dez empresas brasileiras. Isso decorre, em parte, da deficiência da educação nacional, uma ferida que só o tempo e boas políticas podem sanar. O maior abismo, contudo, é consequência direta do enorme apetite das empresas brasileiras por especialistas nas "novas profissões". VEJA escolheu vinte dessas profissões para ser analisadas de perto. Parte delas consta da relação elaborada pelo estudo inglês, e o critério adotado na seleção final foi objetivo: a existência de demanda no Brasil para cada uma dessas profissões.

Fontes consultadas: Brain Inteligência em Talentos, Cia. de Talentos/DMRH, DBM, Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Hospital Albert Einstein, InLumini Treinamentos, Michael Page, Right Management, Robert Half, Universidade Anhembi-Morumbi e Universidade Federal de Minas Gerais

Para ler, clique nos itens abaixo:
Internet
As vendas on-line no Brasil movimentaram 14 bilhões de reais no ano passado e crescem a uma taxa de 30% ao ano. Ter um site tornou-se indispensável para as empresas. Boa parte das companhias usa as redes sociais como Twitter e Facebook para se aproximar de seus clientes
Analista de redes sociais
O que faz: monitora a imagem de uma empresa na internet. Desenvolve planos de comunicação e marketing, produz informação para as redes sociais, como Twitter e Facebook
Qualificação necessária: formação em publicidade, jornalismo ou relações públicas
Salário inicial: 5000 reais
Quem contrata: agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais
Analista de palavra-chave (seo)
O que faz: estabelece estratégias eletrônicas para colocar determinada página entre as primeiras a aparecer em pesquisas nas ferramentas de busca, como Google e Yahoo
Qualificação necessária: formação em análise de sistemas, tecnologia da informação e graduação ou especialização na área de marketing
Salário inicial: 4 000 reais
Quem contrata: agências de comunicação, empresas produtoras de sites e organizações que consolidam a marca tanto no site da empresa quanto em redes sociais
Gerente de e-commerce
O que faz: atua nos processos de logística, de compra e venda de produtos e de cobrança
Qualificação necessária: formação em economia, marketing, administração ou engenharia (produção, computação, eletrônica ou telecomunicação)
Salário inicial: 6 000 reais
Quem contrata: indústrias e empresas com canais de vendas na internet
Especialista em ferramentas de inovação
O que faz: cria sites, aplicativos ou games para identificar desejos e necessidades do consumidor. A partir dos resultados, desenvolve novos produtos
Qualificação necessária: formação em design, publicidade, ciência da computação ou engenharia de telecomunicações
Salário inicial: 5 000 reais
Quem contrata: empresas dos setores automobilístico e de produtos eletrônicos
Ciências
Ao contrário do que ocorria no passado, a carreira científica não está mais fadada ao trabalho universitário. Empresas de alimentos, bebidas, agronegócio, cosméticos, medicamentos e muitas outras estão ávidas por físicos, químicos e biólogos
Boinformata
O que faz: lê e interpreta dados de equipamentos ultramodernos, como as máquinas de sequenciamento de DNA
Qualificação necessária: formação em biologia, física ou engenharia com pós-graduação em bioinformática
Salário inicial: 6 000 reais
Quem contrata: empresas de agronegócio, indústria farmacêutica, laboratórios e instituições de pesquisas
Biotecnólogo
O que faz: desenvolve produtos a partir de culturas de bactérias e plantas, tanto para a área médica, como vacinas e remédios, como para as indústrias de bebidas e de alimentos. Na agroindústria, aprimora as lavouras e recupera áreas degradadas
Qualificação necessária: graduação ou pós-graduação em biotecnologia
Salário inicial: 4 000 reais
Quem contrata: indústria de bebidas, alimentos, laboratórios e empresas de agronegócio
Nanotecnólogo
O que faz: atua em todas as áreas da nanotecnologia, ramo da ciência especializado em forjar novas estruturas e materiais a partir do rearranjo de átomos e moléculas
Qualificação necessária: graduação em nanotecnologia ou formação em física, química e biologia com pós-graduação em nanotecnologia
Salário inicial: 4 000 reais
Quem contrata: indústrias farmacêutica, automobilística e eletrônica
Geofísico
O que faz: trabalha na prospecção de petróleo, lençóis freáticos e jazidas de minério e na avaliação do solo para a construção de túneis e rodovias
Qualificação necessária: graduação em geofísica
Salário inicial: 3 500 reais
Quem contrata: empresas de construção civil, petróleo e mineração
Engenharia
Todos os anos, cerca de 50 000 engenheiros formam-se nos 1 200 cursos existentes no Brasil - metade da quantidade necessária para dar conta da demanda atual. Além do apagão em áreas tradicionais da engenharia, há enorme procura por profissionais com novas especializações
Engenheiro de petróleo
O que faz: trabalha na prospecção de petróleo, nas atividades de refino e na logística (transporte, distribuição e comercialização dos produtos)
Qualificação necessária: formação em engenharia de petróleo ou pós-graduação em petróleo e gás
Salário inicial: 6 000 reais
Quem contrata: empresas do setor de óleo e gás, principalmente em locais próximos a plataformas de exploração, como a Bacia de Campos, no Rio de Janeiro
Engenheiro de energia
O que faz: planeja e desenvolve sistemas de geração, transmissão, distribuição e uso de energia tradicional ou renovável
Qualificação necessária: formação em engenharia de energia, elétrica, mecânica ou de produção
Salário inicial: 3 000 reais
Quem contrata: empresas de energia públicas ou privadas, escritórios de consultoria em engenharia e agências reguladoras
Entretenimento
O tamanho do mercado global de aplicativos para celulares e tablets deve se multiplicar por nove até 2013. A indústria de games no Brasil cresce à taxa média de 10% ao ano. O país é referência na animação em 3D, com cerca de trinta empresas da área
Desenvolvedor de apps
O que faz: planejamento, programação, execução, distribuição e manutenção de aplicativos para celulares e tablets
Qualificação necessária: formação em design, engenharia, sistemas de informação ou ciências da computação
Salário inicial: 5 000 reais
Quem contrata: agências de publicidade, empresas que atuam em redes sociais e operadoras de telefonia móvel
Game designer
O que faz: elabora roteiros, cria personagens e cenários de videogames
Qualificação necessária: graduação em design de games ou formação em engenharia, arquitetura e artes com especialização em computação gráfica
Salário inicial: 2 000 reais
Quem contrata: fabricantes de games nacionais e estrangeiros
Artista digital em 3D
O que faz: cria personagens, vinhetas, cenários e maquetes virtuais
Qualificação necessária: formação em design, engenharia, arquitetura, publicidade ou artes com especialização em computação gráfica
Salário inicial: 3 000 reais
Quem contrata: produtoras de vídeo, estúdios de cinema, emissoras de televisão, agências de publicidade e desenvolvedores de jogos
Sound designer
O que faz: cuida do áudio de games, animações, vinhetas e anúncios publicitários
Qualificação necessária: formação em música com especialização em animação ou game design
Salário inicial: 2 000 reais
Quem contrata: produtoras de vídeo, emissoras de televisão e fabricantes de games
Saúde
Os brasileiros com mais de 60 anos já representam 10% da população. Essa mudança demográfica e o avanço tecnológico da medicina estão criando uma série de novas funções em diversos setores da economia, sobretudo na área de saúde
Gerontólogo
O que faz: garante a qualidade de vida dos mais velhos. Entre suas atribuições estão a organização da rotina doméstica, das finanças à inserção dos idosos em atividades sociais
Qualificação necessária: formação em psicologia, fisioterapia e enfermagem com pós-graduação em gerontologia
Salário inicial: 2 500 reais
Quem contrata: casas de repouso, hospitais públicos e privados, famílias
Farmacoeconomista
O que faz: análises sobre a viabilidade econômica de um remédio. Precisa estudar a demanda e reunir dados objetivos sobre o custo-benefício do produto
Qualificação necessária: graduação em farmácia com noções de economia ou formação em economia com noções em farmácia
Salário inicial: 7 000 reais
Quem contrata: empresas farmacêuticas e consultorias que prestam serviço a elas
Cirurgião robótico
O que faz: cirurgias de alta complexidade, especialmente oncológicas, com o uso de aparelhos robóticos
Qualificação necessária: treinamento intensivo em cirurgia robótica. Em geral, os médicos brasileiros especializam-se em grandes centros médicos internacionais, principalmente nos Estados Unidos
Salário inicial: 15 000 reais
Quem contrata: hospitais particulares
Gerente de doenças crônicas
O que faz: monitora os tratamentos mais procurados pelos clientes de planos de saúde com o objetivo de estudar novos serviços ou ações de prevenção em áreas específicas (como cardiologia e endocrinologia)
Qualificação necessária: formação em medicina, enfermagem e administração com especialização em gestão hospitalar
Salário inicial: 12 000 reais
Quem contrata: seguradoras e operadoras de saúde
Meio ambiente
Aquecimento global, escassez de água e dificuldades resultantes do crescimento demográfico são temas que vieram para ficar
Consultor em sustentabilidade
O que faz: estuda o impacto ambiental de um empreendimento e apresenta soluções para minimizá-lo. Também aconselha seus clientes a adotar posturas sustentáveis para fortalecer a imagem da companhia
Qualificação necessária: formação em administração, direito e engenharia com especialização em gestão ambiental
Salário inicial: 5 000 reais
Quem contrata: empresas do setor de petróleo e gás, indústrias química e automotiva
Hidrólogo
O que faz: avalia o potencial energético e o impacto ambiental de hidrelétricas, elabora políticas para redução do consumo e busca soluções para irrigação agrícola
Qualificação necessária: formação em engenharia civil ou ambiental e geologia
Salário inicial: 6 000 reais
Quem contrata: empresas de agronegócio, mineradoras, empresas de saneamento e de energia

 

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