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DE OLHO NA EDUCAÇÃO

Gustavo Ioschpe: "Escola boa é escola que ensina a pensar"

É assim que Gustavo Ioschpe define o ensino nota 10. Articulista renomado, ele pensa sobre a educação do Brasil o tempo inteiro. E critica


17/12/2014 18:38
Texto Marion Frank
Educar
Foto: Maurício Mello
Foto: Para Gustavo Ioschpe, uma das questões mais urgentes para se resolver na educação é a alfabetização
Para Gustavo Ioschpe, uma das questões mais urgentes para se resolver na educação é a alfabetização

Gustavo Ioschpe é conselheiro do Educar para Crescer e é conhecido por expor o que pensa sem papas na língua. E, se for sobre educação, prepare-se, porque ele vira bicho, tamanha a sua indignação frente ao que precisa mudar urgente, no País, para que as crianças e os jovens não saiam da escola carregando uma deficiência de conhecimento por toda a vida.  "Isso é crime!", exalta-se. Aos 37 anos, casado há oito e pai de duas crianças, Gustavo (economista de formação, ele assina coluna sobre Educação na revista "Veja") reconhece ser um privilegiado por poder garantir a educação dos seus filhos - e ainda escolher a escola que retrata o seu ideal de ensino, o de "... desenvolver habilidades de raciocínio analítico e organizar o conhecimento de modo a entender o mundo".

Mas, ao pensar no País, conseguirá a nossa educação básica alcançar essa excelência? "Para melhorar a educação no Brasil é preciso focar na formação dos professores, na formação e seleção de gestores, diretores de escola e secretários de educação e nas práticas em sala de aula", ele aponta, sem titubear.

Confira outras ideias (e críticas) na entrevista de Gustavo para o Educar para Crescer.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Como vai a Educação brasileira?
Gustavo: Uma catástrofe.
2. Por que você avalia dessa forma?
Gustavo: Educação não serve para deixar uma criança dentro de um prédio por ‘x’ horas por dia e durante ‘x’ dias por ano. Não, educação serve para transmitir conhecimento, criar habilidades e preparar você para a vida. Mas, o sistema brasileiro de educação certamente não faz isso, o que faz você sair da escola carregando essa deficiência por toda a vida. Isso é, para mim, um crime contra as pessoas e acaba com a possibilidade de o Brasil atingir o nível de desenvolvimento que a gente sonha.
3. Estamos, portanto atrasadíssimos em educação, correndo contra o tempo em educação, quando se pensa no mundo desenvolvido?
Gustavo: Sim, com certeza. A questão mais urgente da educação brasileira é a alfabetização, que já foi resolvida na maioria dos países, enquanto que em nosso País...
4. Mas ainda assim é possível dizer que houve um avanço em educação brasileiras nos últimos anos, concorda?
Gustavo: Sim, há mesmo um avanço contínuo, mas o problema é a velocidade desse avanço, igualmente baixa para o que o País precisa. Exemplos? O governo Fernando Henrique Cardoso universalizou o acesso ao Ensino Fundamental; agora, estamos crescendo em número na pré-escola (e também no Ensino Superior), há uma serie de serviços que não existia antes, caso da merenda, do transporte, do uniforme... Quer dizer, do ponto de vista quantitativo, eu diria mesmo que o Brasil vai bem. E está caminhando para se tornar o país que mais gasta em educação no mundo, se o PNE (Plano Nacional de Educação) for respeitado... O único país que gasta 10% do PIB em educação - como o que está previsto no nosso último PNE - é Cuba.
5. O que você acha, a propósito, do Plano Nacional de Educação há pouco aprovado?
Gustavo: Acho irrelevante, como foram, aliás, todos os outros PNEs até agora... As pessoas, no Brasil, têm essa fixação em leis, como se fosse possível resolver a educação na base de leis - se fosse, já estaria tudo resolvido! Eu não tenho nenhuma expectativa de que as metas do PNE sejam cumpridas - e, mesmo esse aumento do gasto em educação, que é uma boa meta, não se tem prevista a origem da receita, então já existe aí um buraco negro, de onde virá todo esse dinheiro e quem vai bancar, se o governo, se o estado ou o município... Veja, já está na Constituição que os estados e os municípios devem gastar 25% dos seus orçamentos em educação - e a União, 18% - e todos acreditavam que essa seria uma garantia de ensino de qualidade. Só que já passaram mais de 30 anos e nada aconteceu. E já deveria ser uma evidência de que essas metas de financiamento, quando colocadas em leis, não geram resultados... Mas, mesmo assim se insiste nesse caminho - 8%, 9% ou 10 % do PIB é uma montanha de dinheiro!
6. Contudo, já se sabe que esse dinheiro será insuficiente para cobrir os investimentos necessários para o básico do básico em nossa educação, não é?
Gustavo: Isso é bobagem... Vai dar e ainda sobrar! Hoje o Brasil gasta cerca de 5% do seu PIB em educação, que é o mesmo valor agregado dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), que são os países mais desenvolvidos e com os melhores sistemas de educação do mundo. Então, não tem razão pela qual nós não vamos conseguir resolver as questões do básico e também as mais sofisticadas... A China é o melhor exemplo, anda dando saltos de qualidade em inovação aliada à educação há mais de 30 anos e gastando entre 2 e 3% do PIB. Portanto, isso é uma bobagem sem tamanho, de justificar gastos, pensando que para o país ter o nível de desenvolvimento da Suécia, terá gastar o mesmo de lá, US$ 5 mil dólares por aluno... Isso é conta de quem não frequentou nenhuma aula introdutória sobre Economia no ginásio.
7. Você saberia me dizer o custo anual do aluno no Brasil?
Gustavo: Esse número é pouco relevante, está em torno de R$ 2000, mas o que isso significa? Nada, por que com o quê você vai comparar para saber se é muito ou pouco? Você deve comparar com o gasto nominal de outro país, há cinco ou seis países com renda per capita semelhante à do Brasil... Então, por que faria sentido, no Brasil, que todas as categorias profissionais recebessem quatro ou cinco vezes menos que as similares nos Estados Unidos e na Europa e só a da área da educação receberia a mesma coisa? Isso não faz sentido algum! Essa é uma discussão criada por gente ligada aos sindicatos dos professores e dos funcionários de educação, que têm interesse financeiro - interesse legítimo, concordo, da categoria, só que se vale da ignorância e do desconhecimento das pessoas para fazer alarde dessas bobagens... Se você pegar o salário de um carteiro, de um jornalista ou de qualquer categoria profissional brasileira, ele será 4 a 5 vezes menor que o salário em vigor em países desenvolvidos. E você não vê nenhum carteiro, médico, bancário ou jornalista brasileiro dizendo que precisa receber o mesmo que os colegas de países desenvolvidos para fazer um bom trabalho e que a razão pela qual a sua profissão não desempenha bem no Brasil é o fato de que remuneração nominal ser tão diferente que a dos países desenvolvidos... A única categoria que tem a pachorra de dizer isso - e ainda é ouvida! - é a da nossa educação.
8. Mas, em razão de uma deficiência crônica de gestão, o dinheiro previsto no atual PNE para investir na educação já está comprometido com o gigantismo das metas a serem concretizadas...
Gustavo: Quer dizer que, pelo fato de a gente administrar mal, tem de se colocar mais recursos em educação? Isso é uma estupidez. Antes de colocar um centavo a mais, o País tem, isso sim, de resolver os problemas que existem. Existe um erro fundamental na discussão da educação brasileira, o de entender a questão financeira como a mais importante. Essa obsessão deve pertencer à agenda dos sindicatos... Ideia fixa sobre a questão do financiamento, quando as evidências demonstram que o nosso País já gasta o que gasta a maioria dos países que tem uma educação de excelência - isso, ao se fazer a comparação de um jeito honesto, ou seja, gasto em relação ao nível de desenvolvimento. E eu fico mesmo alterado porque existem várias coisas que poderiam e deveriam ser feitas de graça, de literatura acadêmica, bastante sólida, comprovando os resultados - assunto que ninguém fala, salvo eu e meia dúzia de pessoas... Tenho convicção de que, se for aumentado o financiamento como está sendo proposto agora, sem gerar contrapartidas, mudanças significativas no processo, não vai resultar em nada. E o pior não são esses 5% a mais que serão gastos, jogados fora, totalizando 10% do PIB, o que é muita grana, o pior é a vida das crianças e jovens, estamos falando da educação básica de cerca de 50 milhões de crianças e jovens brasileiros, eles vão sair da escola com deficiências que vão durar toda a vida, esse é o crime! Então, o País não pode continuar investindo e devotando tempo para medidas que já se mostraram inócuas.
9. Você poderia apontar algumas das mudanças que entende obrigatórias na educação brasileira?
Gustavo: Eu sempre falo de um tripé do que precisa para melhorar na educação do Brasil: a formação dos professores, a formação e a seleção de gestores, diretores de escola e secretários municipais de educação e as práticas em sala de aula. A respeito da formação dos professores, é consenso de que os cursos de formação de professores no Brasil são excessivamente teóricos, excessivamente ideologizados, ensinam muito pouco o que fazer para o aluno aprender, ensinam muito pouco também sobre os conteúdos das matérias - há ampla evidência que para ensinar Matemática, por exemplo, o professor tem de conhecer Matemática profundamente e não ser apenas um apaixonado por criança... - e que se dá muito pouco valor a uma etapa fundamental da formação que é o estágio. Nos países que contam com uma boa educação, o sujeito aprende pra valer durante uns três anos e pouco, passa no mínimo meio ano em sala de aula colocando em prática o seu aprendizado, depois volta para a universidade para entender o que ele não está fazendo bem e precisa melhorar para só depois de meio ano de ‘correções’ ir de fato para a docência. No Brasil, não, os cursos são muito ruins, o estágio é quase só para cumprir tabela e o estudante se forma, indo dar aula sem ter a menor condição...
10. E sobre a gestão da nossa educação, o que deveria ser feito em nome de um grande avanço?
Gustavo: Quase metade dos diretores das nossas escolas é fruto de indicação política, então essas pessoas provavelmente não vão estar muito comprometidas com a melhoria da qualidade da nossa educação - e mesmo aqueles que não são indicação política, eles são o quê? Em geral, professores que querem ganhar um pouco mais, tem perfil de liderança e assumem a direção da escola, mas que não são preparados para isso - assim como tudo na vida, é preciso preparo para assumir o cargo de diretor. Então, é preciso primeiro acabar com esses "fenômenos" de indicação política e, depois, capacitar essas pessoas em gestão escolar.
11. E o que é preciso fazer para melhorar no dia a dia da classe?
Gustavo: Existe uma serie de práticas do dia a dia de uma sala de aula que são superimportantes - e que não andam sendo feitas... Por exemplo, dever de casa, avaliações constantes (e não fazer apenas uma prova no meio do bimestre e outra, no fim, isso é um desastre, o aluno precisa ser avaliado constantemente porque é assim que ele aprende...), uso efetivo do tempo de sala de aula... Há uma dezena de exemplos e todos podem ser colocados em prática rapidamente, a maioria de graça, mas que tem um custo político, um custo alto de vontade e de esforço, e não financeiro. Então, estou convencido de que não é batendo nessa tecla do gasto financeiro que vai ocorrer resultados... Você vai dizer que essa contrapartida financeira é importante para fazer uma série de exigências. Acho isso também uma bobagem, mas ok, só que seja tudo exigido ao pé da letra.
12. Afinal, qual seria a receita para vencer esses ‘vícios de linguagem’, vamos chamar assim, na aplicação do que é definido por prioritário pelo PNE? Plano que você inclusive já chamou, lá atrás, de irrelevante...
Gustavo: Acontece que a lei ordena pelo caminho errado, ela ignora toda a evidência empírica sobre o que funciona em educação... Eu não me importo muito com o PNE, de novo, todos os PNEs não foram cumpridos e esse também não vai ser - acho que também é um vício brasileiro ficar se importando com ditames legais... Agora, por que a educação brasileira é esse desastre? Porque a sociedade não se envolve, não há demanda social por qualidade de educação. Que é, aliás, um dos objetivos do Educar para Crescer...
13. ... Sim, o de não apenas informar, mas sim formar opinião sobre a educação brasileira.
Gustavo: Exatamente, é preciso falar com todos os níveis da população brasileira para mostrar que a escola do filho é uma porcaria, que a educação brasileira é uma porcaria e que isso não é aceitável, tolerável, e que a população precisa se envolver! Existe um problema na educação brasileira, nada acontece com o profissional ruim, mas também nada acontece com aquele que é bom - ele não é pago de forma diferenciada, ele não ganha promoção, nada. E o professor ruim não é punido, demitido, não há controle algum... Então, me diga, por que alguém vai se empenhar nesse sistema a gerar uma educação de qualidade? Não tem razão alguma! O sistema de incentivos está totalmente corrompido e ele só vai mudar, quando você conversar com a população brasileira e fizer com que ela entenda o problema e passe a exigir. E, quando isso acontecer, não vai ser preciso PNE algum...
14. Por falar em acabar com desastres, você teria um modelo de currículo exemplar?
Gustavo: O ideal seria foco total, nos primeiros anos do Ensino Fundamental, em português e matemática, até conquistar domínio total dessas matérias por parte dos alunos. E depois abrir o leque para aquilo que é absolutamente indispensável, português, matemática, as três ciências exatas, história e geografia, e... Talvez mais duas cadeiras facultativas. Mas, sem dúvida, não esse exagero, esse inchaço atual de disciplinas...
15. E sabe explicar a razão de o currículo ser do jeito que é, inchado?
Gustavo: Para mim, trata-se de uma combinação de ideologia com safadeza. A safadeza, pois, quanto mais disciplinas obrigatórias você inclui, mais professores remunerados você cria... Qual a razão de ter aulas obrigatórias de música nas escolas? Porque você gera milhares de cargos de professores de música, o que fortalece o sindicato, a categoria, e o mesmo acontece com filosofia e sociologia, e tudo isso parte de uma ideia, a meu ver, errônea, de que esse currículo mais inchado, sobretudo na área de ciências humanas, vai criar um cidadão crítico e consciente. Só que pensar que esse aluno, que é mal alfabetizado, vai ter alguma consciência política, social, histórica ou o que seja, só porque tem essas matérias, isso é um sonho...
16. Às vésperas do segundo governo Dilma, qual a sua expectativa em relação à educação? Está otimista?
Gustavo: Não, estou bem pessimista. No discurso, a educação é uma prioridade, mas, de novo, estão investindo no caminho errado... É como se você dissesse, ‘quero curar malária fazendo sangramento com sanguessugas, essa é a minha prioridade...’, isso pode ter sido feito 300 anos atrás, mas hoje não vai dar certo, pode despejar um caminhão de dinheiro que não vai dar certo... Também acho que o poder da União não é assim tão grande, a responsabilidade maior pela educação cabe aos estados e municípios, mas a União poderia ao menos dar uma sinalização, dar um Norte...
17. Você entende que a grande revolução em educação vai acontecer ao nível de estados e municípios?
Gustavo: Sim, só não sei se ela vai acontecer... Se houver mudança, seria por aí. É onde os alunos estão matriculados. Esse é outro erro de entendimento sobre educação, acreditar que o MEC (Ministério da Educação) tem grande poder - ele realmente tem poder apenas sobre as universidades federais...
18. E sobre o número ideal de horas na escola por dia, você teria algo a propor?
Gustavo: Nos países desenvolvidos, a carga diária fica entre 800 horas (a média brasileira) e 1000 horas/dia. Acho que o Brasil poderia ter uma educação muito boa com a quantidade de horas que tem. Se o ensino for melhor, vale a pena ficar mais tempo? Claro que vale. Mas, de novo, se você pega um péssimo sistema, um péssimo diretor, um péssimo professor e ainda obriga o aluno ficar mais horas, só está multiplicando a ruindade... Nem sei qual será o impacto sobre a evasão escolar porque, na educação brasileira, quando tem período integral, a maioria das vezes é com aula de música, futebol... Não vai ser assim que vai melhorar a qualidade do ensino.
19. Vamos trabalhar agora com um cenário hipotético. Se você tivesse poder de decisão, quais seriam as suas primeiras medidas?
Gustavo: Garantir a alfabetização dos alunos em 100%, no primeiro ano do Ensino Fundamental. E, para alcançar isso, será preciso mudar uma série de coisas, a formação dos professores, os mecanismos de gestão, implantar atividades eficazes em sala de aula, criar materiais didáticos de qualidade...
20. Você começaria, portanto as mudanças a partir da base da pirâmide...
Gustavo: Sim, mas diria mesmo que começaria antes, com a formação dos professores, para depois entrar na sala de aula, fazendo com que as atividades práticas de excelência fossem adotadas...
21. Há um modelo internacional que lhe serve de parâmetro?
Gustavo: Não. Aliás, a história da educação mostra - e com força - que a educação virtuosa está a serviço de um projeto nacional. Ou seja, existe uma educação boa para a Alemanha, outra, para os Estados Unidos etc. Claro, existe uma base comum, mas os caminhos específicos devem estar relacionados ao país... Existe um ditado chinês que diz, ‘não existem bons ventos, se você não souber para onde quer navegar’. Aqui é a mesma coisa, se você não tiver um projeto educacional, difícil conseguir algo de qualidade... E tem ainda esse cacoete, ‘ah! na Finlândia vai tão bem, vamos imitar, ah! na Coréia do Sul vai tão bem, vamos imitar’... Só que os projetos da Finlândia e da Coréia são muito diferentes porque dizem respeito a outras realidades, a outros países...
22. Qual seria, então, o caminho a ser seguido pelo Brasil em educação?
Gustavo: Eu diria que o País deve, sim, olhar para a literatura internacional e detectar o que funciona, mas isso seria... O tijolo. Para construir é preciso um tijolo de qualidade, assim como definir que tipo de construção você pretende erguer. Acho que esse é um problema geral, o Brasil não tem um projeto nacional, afinal, o que nós queremos ser? Produtor de commodities? A nova China? Qual é a nossa aspiração? E aí fica essa cacofonia, quem é de esquerda quer uma educação capaz de formar o indivíduo crítico, consciente e revolucionário, quem é de direita quer formar técnicos para fábricas, quem é mais alternativo dá importância à ioga, sei lá... Cada um tem o seu objetivo, uma cidade faz assim, a outra faz assado... Falta discussão, falta um projeto nacional.
23. E a impressão que fica é que ainda estamos apagando incêndios...
Gustavo: E, na educação, isso significa que ainda não fizemos o básico do básico.

 

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