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DE OLHO NA EDUCAÇÃO

Neca Setubal fala da urgência de um salto de qualidade na educação

Para Neca Setubal, é urgente a necessidade de dar um salto de qualidade na educação do País, preparando os nossos filhos a enfrentar os desafios do século 21


17/12/2014 17:26
Texto Marion Frank
Educar
Foto: Maurício Mello
Foto: Neca Setubal aposta na nova geração de professores como uma grande oportunidade para revolucionar a educação
Neca Setubal aposta na nova geração de professores como uma grande oportunidade para revolucionar a educação

Poucos nomes em educação causam tanto respeito no Brasil. Entende-se. Há mais de 25 anos a educadora Maria Alice (Neca) Setubal tem se dedicado ao estudo desse universo, a ponto de ser convocada para participar da elaboração de programas de governo - o que aconteceu, no semestre passado, quando do lançamento da candidatura de Eduardo Campos e Marina Silva para a presidência e vice-presidência do Brasil pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). O resultado das eleições renovou o mandato de quatro anos do governo Dilma - e, a esse respeito, Neca se mostra preocupada. "O governo anterior apenas se preocupou com a questão das creches e a do ensino profissionalizante, a educação não foi uma prioridade, infelizmente... ", avalia. E será preciso mais do que nunca "vontade política" para dar conta dos imensos desafios que ainda separam a educação brasileira da era de conhecimento, a do século 21.

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À frente do CENPEC, especializado na formação de professores, e da Fundação Tide Setubal, que trabalha com o desenvolvimento sustentável de São Miguel Paulista, na periferia paulistana, Neca sabe na ponta da língua o que é bom (e nem tanto assim) a respeito do último Plano Nacional de Educação (PNE).

Neca Setubal é conselheira do Educar para Crescer. Confira na sua entrevista uma espécie de raio-x da saúde da educação do Brasil.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Como vai a educação brasileira?
Neca: Não se pode dizer que ela vai mal porque houve de fato alguns avanços, os dados estatísticos mostram isso. Mas, a educação brasileira não vai bem porque a defasagem é grande, quando comparada com a dos países desenvolvidos e até mesmo com a dos países da América do Sul - a comparação é muito ruim, principalmente pensando no que os tempos contemporâneos demandam dos cidadãos. Ou seja, a nossa educação não está dando as condições necessárias para que as nossas crianças e os nossos jovens consigam responder aos desafios do século 21. E aí, bem, é o que eu sempre falo, nós não seremos capazes de dar um salto de qualidade em educação, se não resolvermos as questões básicas, o básico do básico.
2. Você fala de avanços já alcançados no ensino do País, poderia citar alguns?
Neca: Houve a democratização do acesso às universidades, o ensino médio apresenta um contingente maior de jovens nas escolas (apesar de ainda ser um grande problema...). Há um fato concreto para mim, a Fundação Tide Setubal começou a atuar na zona Leste de São Paulo, em 2006 e, naquele momento, a universidade simplesmente não se colocava para os jovens, mas ela acabou por se tornar uma realidade no espaço de cinco anos, assim como a internet, enfim, o país mudou muito! Aliás, eu defendo muito a gestão Fernando Haddad em educação, ele conseguiu dar saltos inegáveis de qualidade. Em vários pontos, ele continuou o que havia sido iniciado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, desde a ampliação do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) ao PROUNI (Programa Universidade para Todos) e ao piso salarial dos professores (ainda que seja baixíssimo...). Mas deixou de fazer outras medidas importantes... No governo Dilma, infelizmente, ele não conseguiu agir com o mesmo pique, nem na mesma direção, que era entrar mais na sala de aula... Algo que realmente não foi feito durante os quatro anos desse governo.
3. Não foi feito o que era necessário em educação por falta de vontade política?
Neca: A educação não foi uma prioridade do governo Dilma, de jeito algum! Ela fala, por exemplo, da construção de creches, porque esse é um tema ligado ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). E fala também de ensino profissionalizante, porque ele diz respeito ao mercado de trabalho. Essa é a ladainha dela.
4. Você deve ter então nutrido uma boa expectativa em relação à educação de São Paulo, tendo em vista um ex-ministro da Educação à frente da Prefeitura... Como vai essa gestão?
Neca: Ainda não dá para saber... Para quem não está dentro da área da educação, é capaz até de entender que só há motivo para decepção. Mas, para quem trabalha em uma fundação como a Tide Setubal, nós sabemos o que significa a educação na ponta - São Miguel Paulista é uma região bem pobre, bem vulnerável... - e, a esse respeito, há uma diferença notável em relação à gestão anterior. Na outra administração, havia um burocrata, que não tinha compromisso algum com a educação e hoje não, o gestor é do universo da educação. Então, lá na ponta, estão acontecendo modificações que fazem parte do plano do Fernando Haddad... Uma nova reorientação dos ciclos, por exemplo. Mas ainda é muito cedo para dizer no que isso vai dar.
5. O prefeito Haddad está tentando mudar de algum modo a qualidade do ensino na periferia?
Neca: Sim, por exemplo, com uma escola mais voltada para a comunidade, uma visão mais alargada de ensino, caso do ciclo autoral, onde o aluno do 7º e do 8º anos tem de fazer projetos na sua comunidade, ideias interessantes, mas é preciso aguardar e ver se ele vai conseguir implantar essas ideias...
6. E o que a Fundação Tide Setubal vem conseguindo alcançar, em educação, em São Miguel Paulista?
Neca: A Fundação não tem por foco a educação, mas sim o desenvolvimento local sustentável. A educação é apenas uma das dimensões desse desenvolvimento com o qual trabalhamos. Agora, como temos vários trabalhos com escolas, caso dos projetos Núcleo de Comunicação Comunitária, do Mundo Jovem e do Saúde e Qualidade de Vida, fomos chamados pela diretoria de ensino da Subprefeitura de São Miguel para fazer a formação de professores (7º. e 8º anos), levando em conta esse olhar do ciclo autoral, ou seja, as escolas se abrindo para a comunidade, os alunos trabalhando com temas locais, e todo um trabalho de convivência, valorização da base etc. Além disso, o Fernando Haddad está fazendo o que ele chama de "Territórios CEUs", ou seja, reformando equipamentos já existentes para torná-los centros de lazer, cultura e esportes. Um desses equipamentos é o clube da comunidade do qual a Fundação é um dos gestores. Entenda: há um clube, uma escola de ensino Fundamental e uma escola infantil, tudo muito perto, no mesmo quarteirão, mas que estava desconectado... Sei que o prefeito está com ações semelhantes em 28 lugares da cidade, todas elas atentas à educação integral.
7. Qual seria o maior desafio em São Miguel Paulista?
Neca: Não há nada que se sobressaia por ali que esteja de algum modo desconectado da educação da cidade e das demais regiões, ela funciona como uma síntese dos grandes problemas de São Paulo, deixando claro o que realmente não dá certo... Você vê os bairros mais centrais de São Miguel oferecendo maior qualidade de vida, incluindo as escolas, e a periferia da periferia mais abandonada, poucos equipamentos públicos, professores que faltam mais... Já são oito anos de atividade da Fundação Tide Setubal em São Miguel, o foco sempre foi os jovens e a família. Entramos na escola apenas nos últimos quatro anos, já conseguimos avançar com ideias interessantes na área de comunicação, projetos de rádio e de TV sendo produzidos dentro da escola, e notamos como isso provoca a mudança de olhar do professor em relação ao aluno que participa dos projetos, como isso ajuda a aproximá-los, enfim, é muito interessante...
8. Voltando a focar na educação do Brasil como um todo, fica a impressão de que estamos correndo contra o tempo, não é?
Neca: Não, eu diria que já estamos atrasadíssimos!
9. Basta olhar para o PNE, foram quatro anos tramitando no Congresso para conseguir definir 20 metas...
Neca: Exatamente, quatro anos de tramitação sem o apoio do governo porque ele simplesmente não queria concordar com a questão do financiamento, a de dedicar 10% do PIB à educação.
10. De modo geral, qual seria a sua apreciação do Plano Nacional de Educação (PNE)? É verdade que ele se dirige ao aluno do século 21, tentando solucionar questões que pertencem ao século passado?
Neca: Bem, eu discordo totalmente de alguns especialistas de educação que acham o plano um horror, eles detestam o PNE! E dizem que o resultado poderia ter sido bem melhor contratando gente especializada... Sou totalmente contrária a essa opinião, eu gosto do plano, foi o plano possível neste momento da sociedade brasileira, é um plano participativo, um dos motivos que fez alcançar o consenso sobre a educação ser uma prioridade de governo. Também penso que os pais se envolvem bastante com educação e sabem ‘enxergar’ o que é melhor para os seus filhos, claro, eu vejo isso claramente em São Miguel Paulista, eles se preocupam bastante com a qualidade da educação dos filhos, está certo, muitas vezes eles não conseguem ter uma visão crítica da escola como um especialista, mas sim, eles fazem um enorme esforço dentro das poucas possibilidades que possuem...
11. Você avalia o PNE como um plano bom?
Neca: Ele não é o melhor plano do mundo, mas foi o possível, envolveu toda a sociedade - se tem metas que estão além do limite, elas não vão ser conquistadas, sim, isso é verdade, mas de outro lado ele define parâmetros para os gestores, estabelece exigências. O grande problema, a sua grande falha, é o investimento estar comprometido, nem todas as metas possuem financiamento suficiente... O dinheiro é pouco para a realização de todas as metas. Mesmo assim, as 20 metas estão falando do que há de mais importante em educação, elas podem ser monitoradas pela sociedade, já há inclusive um Observatório para fazer esse controle, os governos municipais já estão fazendo seus planos de educação de acordo com as metas do plano, enfim, é um avanço.
12. Por falar em metas, uma delas é ter todas as crianças de 4 a 5 anos na Pré-Escola até 2016, assim como aumentar a oferta de creches de modo a atender um mínimo de 50% de crianças de até 3 anos até o final da vigência do PNE. Qual a sua avaliação?
Neca: A creche é uma demanda da sociedade e do movimento de educação infantil, se ela deve ser estatal ou conveniada, bem, há uma grande disputa a esse respeito... Há um custo muito alto, o que significa que nenhum país do mundo consegue oferecer creches para todas as crianças... Sim, as creches devem se expandir, assim como as creches conveniadas, com um bom sistema de monitoramento sobre a qualidade delas. Mais: tem de se investir no trabalho com a família, porque as crianças não precisam ficar o tempo todo na creche... Além de creche, o foco deve ser uma educação mais ampla com essas famílias, abordando questões de saúde, nutrição etc.
13. Quanto à meta de alfabetização do PNE, que define todas as crianças alfabetizadas até o 3º ano, ela é viável?
Neca: Ela tem de acontecer, não há outra possibilidade... Não se pode abrir mão dessa meta! Você tem o exemplo do Ceará, de onde surgiu o programa de Alfabetizando na Hora Certa, um estado pobre que conseguiu dar a volta por cima, enfim, essa meta é o básico, se não conseguirmos nem alfabetizar, como vamos elevar a qualidade da nossa educação? Como vamos resolver então o nosso atraso escolar?
14. Porque há muito em educação que deixa a desejar no País, é o professor que não tem capacitação necessária e não se sente estimulado a desempenhar a sua função...
Neca: A esse respeito, eu penso que, se nós não fizermos um grande movimento em relação à valorização do professor, o que engloba salário, carreira e formação continuada, não vamos resolver nada em educação, não adianta definir 20 metas que será inútil! Temos de enfrentar essa situação, que não é fácil, não é corriqueira, afinal, 80% dos professores são formados em universidades privadas, por isso, será preciso um pacto de muita negociação do MEC (Ministério da Educação), mas isso tem de ser enfrentado, é por aí que vai acontecer a revolução da nossa educação... E nós teremos uma oportunidade única, nos próximos cinco anos, serão quase 50% dos professores se aposentando, é uma geração nova que pode ser formada a partir de agora, uma grande oportunidade que precisa ser aproveitada!
15. A formação dos professores, a capacitação adequada, tudo isso poderia ser entendida como a aposta principal em educação brasileira?
Neca: É difícil falar em aposta mais importante, tudo está conectado, mas é inegável que a questão da formação do professor precisa ser resolvida o quanto antes... Assim como a falta de um currículo unificado. Já existem trabalhos de várias organizações da sociedade a esse respeito, o MEC está assumindo esse papel de definir um currículo único, com a abertura para as questões regionais - e pensar principalmente no ensino médio.
16. E aí está outro problema grave, a defasagem de currículo do ensino médio...
Neca: É por isso que eu falo, infelizmente, a respeito da nossa educação, não há uma bala de prata que resolva todos os problemas. De todo modo, o professor é condição para o resto, porque não adianta ter todas as tecnologias do mundo, se esse professor não for bem capacitado, afinal, como você vai alfabetizar, se não tiver um bom professor? E aí estão os exemplos da Finlândia, do Canadá e dos países asiáticos provando a excelência de ensino, entre outros motivos, graças à presença de professores capacitados, de valor reconhecido pela sociedade.
17. O aluno precisa ficar o tempo todo na escola? Deve?
Neca: No Brasil, acho que deve... Eu mesma estudei em regime de período integral durante o ginásio. Mas, acredito que uma educação integral, no nosso País, deve ser de sete horas, não mais. Uma educação que deve compor com outros equipamentos locais, caso de teatros, museus, clubes, aliás, já existem várias experiências de ensino no Brasil nessa direção, deve ser uma educação que se abre para a comunidade, mesmo no caso de a escola ter espaço próprio. Deve ser uma jornada de sete horas, e não nove, claro, estou falando de uma escola de qualidade, caso contrário será um castigo manter o aluno tanto tempo dentro dela.
18. A qualidade do ensino está relacionada ao professor... E o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC) investe exatamente na formação continuada de professores. Com essa experiência, de que modo abordar a questão?
Neca: Vejo dois grandes problemas, temos de mudar o currículo, torná-lo mais ligado às questões de sala de aula, à realidade brasileira de hoje; e investir na formação continuada, que deve ser feita na própria escola. Sim, é importante participar de encontros de educação, uma vez por ano, sei lá, mas ainda mais é ter a constância de reservar algumas horas por semana para a formação - e olhando realmente para as questões daquela escola, da sua classe, isso é fundamental! Porém, isso exige que as Secretarias de Educação estejam presentes, é um trabalho que passa pela direção das escolas, enfim, exige uma grande mobilização.
19. Você está esperançosa a respeito do futuro da nossa educação?
Neca: Infelizmente, não. Posso estar enganada, tomara que esteja... Pode ser que surja um grande nome que tome a si a execução do plano de metas, que tenha o respaldo da presidência e consiga um avanço na educação, que resolva implantar os 10% - o custo aluno será 30% a mais do que é hoje, algo em torno de R$ 1600 a R$ 2000 por ano, o que é a mensalidade de uma escola particular média! Por isso, sou de opinião de que é preciso não apenas uma gestão de excelência, mas também mais recursos e muita capacitação dos técnicos das Secretarias de Educação.
20. Gestor de educação, a propósito, deveria ter uma capacitação específica?
Neca: Não sei ao certo... Ter um técnico em administração não adianta muito, ele precisa ter sensibilidade pedagógica, ele precisa ter esse olhar da sala de aula. E, quanto ao diretor que se omite na questão pedagógica, ele vai se perder... É muito complicado.
21. Qual seria o seu primeiro ato, como gestora de educação?
Neca: Ah! Seria trabalhar com os professores e com os currículos. Mas, tenho insistido em um ponto, se não enfrentarmos as questões de grande desigualdade nas periferias das grandes cidades e a da escola rural, também não vamos dar esse salto, elas representam 30% do total de alunos - gente que vive nos municípios mais pobres do Norte e do Nordeste ou nas periferias das metrópoles, é um índice muito alto, são necessárias ações afirmativas, e não apenas notas punitivas do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), mas sim dar melhores condições de ensino. E isso custa caro, envolve reforço de aulas, transporte diferenciado, material didático específico...
22. E ainda o problema de que três milhões de alunos estão fora da sala de aula e o do contingente imenso de alunos que começa o ano, mas não termina...
Neca: Exatamente, não dá para apontar apenas um problema em educação no Brasil, são os jovens que se metem em drogas, eles não estudam nem trabalham... Tudo é prioridade! Não adianta dizer que vai resolver com uma medida, não vai, não. E não é só o Brasil que enfrenta essa situação, o mundo está em transição e muitos alunos, inclusive de países desenvolvidos, se mostram desinteressados da escola... Nós temos ainda problemas estruturais básicos para resolver, isso é certo, mas a questão é contemporânea, que educação afinal se quer, se não se sabe para onde vai a sociedade? Como será a sociedade daqui a 20 anos, quem pode dizer? O que é a educação? É o que você preserva desse legado da humanidade que hoje faz sentido, atualizando, e o que você renova em direção ao futuro. É isso o que se está o tempo todo manejando e equilibrando. Esse é o grande desafio.
23. Está faltando talvez um comportamento mais agressivo, de cobrança, da parte da sociedade civil?
Neca: Sim. Até porque existe agora um instrumento de cobrança, que é o PNE, ele é o projeto da nação em relação à educação, o que dá maior legitimidade ao ato de cobrar. Porque, sobretudo na área do financiamento, será preciso uma revolução... Afinal, se faz necessário resolver as questões básicas e alimentar essa escola contemporânea de modo a torná-la capaz de enfrentar os desafios do seu tempo. Não é, portanto uma questão a ser resolvida por um só governo, será preciso pedir ajuda às universidades, reunir todas as nossas inteligências em torno de um mesmo objetivo, não se trata de algo simples de ser solucionado. E eu não vejo isso, ao menos, por enquanto, eu não vejo a disposição por parte do atual governo de tornar a educação uma questão suprapartidária.

 

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