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Conjunto de 12 contos, Os Cavalinhos de Platiplanto (1959), obra de estréia do goiano José J. Veiga, o livro despertou a atenção da crítica e ganhou o Prêmio Fábio Prado, um dos mais disputados da época. O livro traz, no geral, histórias de reminiscências, a maioria da infância, contadas com grande simplicidade na primeira pessoa por narradores que procuram estabelecer uma relação de confiança sobre o que está sendo relatado. Outro aspecto desse tipo de foco narrativo merece destaque: o envolvimento psicológico entre o narrador e a história é maior, já que sua participação emocional é grande. Nestas fábulas, também é comum sobrevir a dissolução repentina do mundo organizado: com o desequilíbrio, os personagens passam a viver o clima do absurdo que se instala na narrativa.
José J. Veiga nasceu a 2 de fevereiro de 1915, numa fazenda entre Corumbá e Pirenópolis (GO). Aos 20 anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou de início como propagandista de laboratório, depois como locutor da Rádio Guanabara. Entre 1945 e 1949, esteve em Londres, na função de comentarista e tradutor de programas para o Brasil na British Broadcasting Corporation, a BBC.
Ao regressar em 1950 para o país, trabalhou como jornalista em O Globo e na Tribuna da Imprensa. Entre suas obras estão A Hora dos Ruminantes (novela, 1966), A Máquina Extraviada (contos, 1968), Sombras de Reis Barbudos (novela, 1972) e O Relógio Belisário (romance, 1996). Faleceu em 19 de setembro de 1999, no Rio de Janeiro.
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