Tesouro literário da antiga Mesopotâmia, este épico deriva principalmente de 12 tábuas de argila descobertas em Nínive, na biblioteca do rei assírio Assurbanípal, que reinou entre 668 e 627 a.C. Trata-se do mais antigo texto literário preservado, precedendo em 1,5 mil anos as narrativas homéricas.
O personagem de Gilgamesh se baseia num rei que governou Uruk no terceiro milênio antes de Cristo. Na epopeia, ele é um guerreiro, arquiteto e semideus que rejeita a proposta de casamento da deusa Ishtar. Com a ajuda do amigo Enkidu, ele derrota um touro divino enviado por Ishtar para destruí-lo. Enkidu, porém, morre e Gilgamesh sai à procura de Utnapishtim, sobrevivente do grande dilúvio babilônico, para que ele lhe explique como burlar a morte. Utnapishtim conta onde achar a planta da eterna juventude. No fim, o espírito de Enkidu surge do reino dos mortos e descreve o mundo subterrâneo.
A glória de Gilgamesh ficou literalmente enterrada até o século 19, quando se descobriram as ruínas de Nínive e se decifrou a escrita cuneiforme em que as tábuas foram escritas. Quando o texto em inglês da 12a delas foi lançado, em 1872, causou sensação devido às semelhanças com o relato bíblico de Noé. A epopeia também guarda identidade com o mito de Hércules, entre outras lendas da Antiguidade. Apesar de incompleta, a obra tem inegável mérito artístico, por abordar com originalidade questões fundamentais da existência, como a importância dos valores civilizadores, os limites da obra humana e o significado da vida e da morte.
depoimentos
recomendamos
MAIS LEITURA
Conheça atividades simples - e baratas! - que podem transformar seu filho em um pequeno grande leitor
TESTE
Você sabe lidar com seu filho adolescente?
mais lidos
VESTIBULAR
Os 100 melhores livros da literatura brasileira para você ler uma vez na vida
FÉRIAS E FILMES
Uma seleção de filmes que passam grandes lições e podem tornar as férias mais divertidas
blogs