Um dos mais talentosos e produtivos escritores da literatura brasileira contemporânea, autor de peças de teatro, poesias, novelas e romance, Sérgio SantAnna se considera, antes de tudo, um contista. Nascido no Rio de Janeiro em 1941, o ficcionista estreou em 1969 com o livro O Sobrevivente que deixa evidente a escrita marcante e a maneira criativa com a qual aborda a temática urbana. A obra garantiu sua participação no International Writing Program, da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. Com o passar dos anos, SantAnna foi refinando sua linguagem, cuja proeza consiste no fato de ser simples no entendimento e carregada de significados e densidade.
Com o lançamento em 1989 de A Senhorita Simpson, uma coletânea de seis contos e uma novela que dá título ao livro, SantAnna comprovou seu estilo cuidadoso e sua estratégia para redefinir e expandir os contornos da narrativa curta. Na novela-título, o assunto envolve o choque de valores que se dá entre a puritana protagonista, que o crítico José Maria Cançado diz parecer ter saído das páginas do romancista americano Henry James, e a burguesia carioca com quem convive nas aulas de inglês que ministra em Copacabana. Segundo Cançado, "essa miniaturização da representação e da realidade literária corta fôlego". A narrativa serviu de inspiração para o cineasta Bruno Barreto produzir Bossa Nova, filme lançado em 2000. Entre seus outros livros estão O Vôo da Madrugada (2003) e Um Crime Delicado (1997), este último recentemente adaptado para as telas pelo cineasta Beto Brant.
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