“A escola deve ser igual para todos e a profissão do professor deve ser a mais bem remunerada”, resume o senador Cristovam Buarque. Foi ele um dos responsáveis pelo projeto que instituiu o piso nacional do magistério em 950 reais, aprovado pelo Senado em julho de 2008.
O petróleo a serviço da educação é outra bandeira do PDT. Junto com senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), Cristovam Buarque apresentou um projeto de lei que propõe a criação de um Fundo Nacional do Petróleo para a Formação de Poupança e Desenvolvimento da Educação Básica (Funped). Se aprovado, uma parcela de 59,3% do fundo será composta por recursos provenientes da exploração da camada pré-sal. Desse montante, 60% seriam destinados à educação básica.
Cristovam defende também a jornada de estudo integral e a incorporação maciça da tecnologia em sala de aula: “Precisamos de muito mais professores na frente do computador do que na frente do quadro negro”.
O senador é ainda autor do projeto de lei polêmico que obriga todo político eleito a matricular os filhos em escolas públicas. Cristovam justifica a proposta dizendo que os governantes não destinam a devida atenção à questão do ensino público e só mudarão de postura quando sentirem o tamanho do problema na pele.
Leia também as propostas do PMDB, PT, PSDB e DEM
Na década de 1980, Brizola implantou no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro o ambicioso projeto dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), popularmente chamados de brizolões. Os CIEPs foram idealizados para a experiência do ensino integral, voltados para as crianças das classes populares e contaram com a coordenação do acadêmico Darcy Ribeiro e com o projeto arquitetônico de Oscar Niermeyer. As críticas aos CIEPs giram em torno dos custos para sua manutenção. São poucas unidades que ainda mantém o regime de ensino integral e faltam recursos para ampliação das unidades.
“A influência de Leonel Brizola é ainda muito viva dentro do partido. A idéia de que a transformação social passa necessariamente pela melhora na qualidade da educação, a escola para todos e o estudo em período integral são marcas do brizolismo”, afirma Roberto da Silva, professor da Faculdade de Educação da USP.
O senador Cristovam Buarque afirma que o Brasil precisa avançar na área da educação a passos largos. “Neste ritmo não vamos cumprir as metas até 2022.” Ele vai além e questiona a validade da conquista da nota 6,0 no IDEB como a média nacional do desempenho dos estudantes brasileiros. “Mesmo que o governo atinja esse objetivo, isso não quer dizer que a educação seja boa para todos. A média 6,0 não acaba com a disparidade na qualidade do ensino entre os municípios.”
Leia também as propostas do PMDB, PT, PSDB e DEM
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Cristovam Buarque (PDT-DF) - cristovam@senador.gov.br
Paulo Rubem Santiago (PDT/PE) - dep.paulorubemsantiago@camara.gov.br
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