5 coisas que você provavelmente não sabia sobre a Educação brasileira no século XVIII
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Marquês de Pombal: o responsável por muitas mudanças na educação do Brasil
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As reformas do marquês de Pombal, que governou Portugal no século XVIII, foram estopim para muitas mudanças na educação brasileira. A expulsão dos jesuítas de todo o império português, que incluía o Brasil, foi uma delas. Assim, o ensino passou a ser organizada pelo Estado. Na reportagem a seguir, selecionamos 5 fatos curiosos sobre a Educação nesse período.
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- 1. Expulsão dos jesuítas era influência do Iluminismo
- O marquês de Pombal, ministro de Portugal durante o reinado de José I, comprou várias brigas para fortalecer seu governo absolutista. O controverso político, retratado como déspota esclarecido por alguns e como ditador sanguinário por outros, instaurou reformas com o objetivo de fazer de Portugal, então um dos países mais atrasados da Europa, um moderno Estado secular. A partir da metade do século XVIII, estimulou as manufaturas, acabou com a discriminação aos cristãos-novos e expulsou os jesuítas de Portugal e suas colônias, medidas alinhadas à conjuntura da época, que passava a ser influenciada pelo Iluminismo, movimento que varreu várias partes do mundo durante o século XVIII.
- 2. Saída dos jesuítas desarticulou o ensino do país
- A expulsão dos jesuítas de todo o império português, que incluía o Brasil, em 1759, pretendia reduzir a influência do grupo, então a parte mais poderosa da Igreja em Portugal. A medida teve enorme repercussão por aqui. No ano da expulsão, os 670 membros da Companhia de Jesus que viviam aqui comandavam as principais instituições educacionais da colônia: os colégios jesuíticos. Além disso, os jesuítas mantinham sob sua tutela milhares de índios -- só nas missões guaranis, que ocupavam um território hoje dividido entre Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, chegaram a viver mais de 140 mil pessoas.
- 3. A Educação passou a ser organizada pelo Estado
- No século XVIII, a Educação ainda não era responsabilidade do governo. Mas, depois da expulsão dos jesuítas, o Estado começou a fazer leis sobre o ensino, cobrar impostos e fazer estatísticas. A regra era abolir a influência da Companhia de Jesus. Os professores, concursados, eram pagos pelo Estado, que também determinou a proibição de livros jesuítas e sua substituição por outros, afirma a historiadora Diana Vidal. Novos métodos foram criados, assim como livros. A Imprensa Régia imprimia os livros que seriam usados nas escolas do país.
- 4. Diferentes classes sociais estudavam juntas
- A composição dos grupos escolares era razoavelmente heterogênea. Filhos do capitão-mor, de fazendeiros, donos de engenho, além de filhos ilegítimos de padres estudavam juntos nas escolas da época. "Também havia alunos apenas com filiação materna, o que indica origem popular ou negra", diz a pesquisadora da USP Maria Lucia Hilsdorf.
- 5. Só ¼ fazia faculdade
- O objetivo da formação não era o ingresso na universidade. Do total de estudantes, apenas ¼ continuava sua formação, mas ainda tinha que ir pra Europa. O restante dedicava-se à agricultura, a igreja e ao funcionalismo público, em proporções iguais.