Educar para Crescer
busca

Educar para crescer

HISTÓRIA

A vez do Estado

5 coisas que você provavelmente não sabia sobre a Educação brasileira no século XVIII


Educar

08/06/2009 16:03

Texto
Bruna Nicolielo

Foto: Divulgação
Foto: Marques de Pombal

Marquês de Pombal: o responsável por muitas mudanças na educação do Brasil

----- PAGINA 01 -----

As reformas do marquês de Pombal, que governou Portugal no século XVIII, foram estopim para muitas mudanças na educação brasileira. A expulsão dos jesuítas de todo o império português, que incluía o Brasil, foi uma delas. Assim, o ensino passou a ser organizada pelo Estado. Na reportagem a seguir, selecionamos 5 fatos curiosos sobre a Educação nesse período.

Leia também:
-Especial História da Educação no Brasil
-Como era a Educação no Brasil-Colônia
-Revolução na escola

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Expulsão dos jesuítas era influência do Iluminismo
O marquês de Pombal, ministro de Portugal durante o reinado de José I, comprou várias brigas para fortalecer seu governo absolutista. O controverso político, retratado como déspota esclarecido por alguns e como ditador sanguinário por outros, instaurou reformas com o objetivo de fazer de Portugal, então um dos países mais atrasados da Europa, um moderno Estado secular. A partir da metade do século XVIII, estimulou as manufaturas, acabou com a discriminação aos cristãos-novos e expulsou os jesuítas de Portugal e suas colônias, medidas alinhadas à conjuntura da época, que passava a ser influenciada pelo Iluminismo, movimento que varreu várias partes do mundo durante o século XVIII.
2. Saída dos jesuítas desarticulou o ensino do país
A expulsão dos jesuítas de todo o império português, que incluía o Brasil, em 1759, pretendia reduzir a influência do grupo, então a parte mais poderosa da Igreja em Portugal. A medida teve enorme repercussão por aqui. No ano da expulsão, os 670 membros da Companhia de Jesus que viviam aqui comandavam as principais instituições educacionais da colônia: os colégios jesuíticos. Além disso, os jesuítas mantinham sob sua tutela milhares de índios -- só nas missões guaranis, que ocupavam um território hoje dividido entre Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, chegaram a viver mais de 140 mil pessoas.
3. A Educação passou a ser organizada pelo Estado
No século XVIII, a Educação ainda não era responsabilidade do governo. Mas, depois da expulsão dos jesuítas, o Estado começou a fazer leis sobre o ensino, cobrar impostos e fazer estatísticas. A regra era abolir a influência da Companhia de Jesus. “Os professores, concursados, eram pagos pelo Estado, que também determinou a proibição de livros jesuítas e sua substituição por outros”, afirma a historiadora Diana Vidal. Novos métodos foram criados, assim como livros. A Imprensa Régia imprimia os livros que seriam usados nas escolas do país.
4. Diferentes classes sociais estudavam juntas
A composição dos grupos escolares era razoavelmente heterogênea. Filhos do capitão-mor, de fazendeiros, donos de engenho, além de filhos ilegítimos de padres estudavam juntos nas escolas da época. "Também havia alunos apenas com filiação materna, o que indica origem popular ou negra", diz a pesquisadora da USP Maria Lucia Hilsdorf.
5. Só ¼ fazia faculdade
O objetivo da formação não era o ingresso na universidade. Do total de estudantes, apenas ¼ continuava sua formação, mas ainda tinha que ir pra Europa. O restante dedicava-se à agricultura, a igreja e ao funcionalismo público, em proporções iguais.


amigos do educar

 
 


depoimentos

Marina Silva, Martha Medeiros, Nelson Motta e outras personalidades brasileiras revelam o impacto de uma boa Educação no futuro



recomendamos

MAIS LEITURA
Conheça atividades simples - e baratas! - que podem transformar seu filho em um pequeno grande leitor

TESTE
Você sabe lidar com seu filho adolescente?

mais lidos

VESTIBULAR
Os 100 melhores livros da literatura brasileira para você ler uma vez na vida

FÉRIAS E FILMES
Uma seleção de filmes que passam grandes lições e podem tornar as férias mais divertidas

blogs

Realização

Apoio