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	<title>Educar para Crescer - Indicadores</title>
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	<description><![CDATA[Da alfabetizao  preparao para o vestibular: informaes e dicas para melhorar os processos de ensino e de indicadores no Brasil]]></description>
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            <title>Enem: as melhores escolas do Rio de Janeiro</title>
    
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            <pubDate>Fri, 11 Nov 2011 18:02:00 +0000</pubDate>
            <dc:creator>Educar para Crescer</dc:creator>
            
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            <description><![CDATA[O Colégio Santo Agostinho da Barra supera a matriz, do Leblon, no Enem, confira o ranking municipal dos dois últimos anos do exame]]></description>
    
                <content:encoded><![CDATA[<p>Usado para aferir a qualidade da Educação no país e a de cada colégio em particular, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sempre traz surpresas. No ranking divulgado na segunda passada, em meio a constatações já esperadas, como a decadência das instituições públicas e o excelente desempenho do São Bento, um dado saltou aos olhos. Pela primeira vez desde o início da avaliação, em 1998, o Colégio Santo Agostinho (CSA) da Barra superou a unidade do Leblon. Ele avançou três posições e ficou com a terceira colocação no Rio, duas à frente da matriz. Ou seja: o clone saiu-se melhor que o original. <br /><br />Fundado em 1979, mas com turmas de Ensino Médio somente a partir de 1994, o CSA da Barra é 33 anos mais novo que a escola da Zona Sul, responsável pela fama que as instituições agostinianas ganharam no Rio e no Brasil. Ligadas à mesma ordem religiosa e com o mesmo método de ensino, as duas unidades, no entanto, têm diretores distintos. "Cerca de 70% dos nossos professores dão aula também lá, e o planejamento pedagógico é igual", compara Agostinho Dias Carmido, coordenador do colégio do Leblon. "Desta vez, eles ficaram na frente."<br /><br />Embora não apresente tantas alterações no topo da tabela, o Enem deste ano trouxe outras novidades. Uma delas é a recuperação de colégios como o Andrews e o Franco-Brasileiro, que deram um salto significativo. Também chama atenção a presença da Escola Sesc de Ensino Médio entre as dez melhores. Gratuita e com apenas três anos de existência, ela obteve a décima colocação. "Ninguém esperava um desempenho tão bom logo de cara", reconhece a gerente pedagógica Inês Senra. Por estabelecer cotas na admissão, a Escola Sesc conta com alunos de 26 estados e todos moram na escola, que tem atividades entre 7h30 e 20h30. <br /><br />Devido à performance desses colégios, o Rio foi a cidade com mais representantes entre os vinte primeiros no ranking nacional: nada menos que oito escolas, contra quatro de Belo Horizonte, a segunda melhor. "Graças ao fato de o Rio ter sido capital do Império, nasceu na cidade uma cultura de valorização do ensino que não se restringe aos estabelecimentos, mas se estende às famílias, que criam o clima propício ao desenvolvimento dos jovens", afirma o economista Claudio de Moura Castro, especialista em educação e colunista de VEJA. Que essa mentalidade continue a trazer bons resultados e a formar cidadãos instruídos.</p><p><strong>As melhores escolas da cidade<br /></strong><strong> <br /></strong>Confira o ranking municipal dos dois últimos anos do exame</p>]]></content:encoded>
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            <title>As profissões mais promissoras do mercado</title>
    
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            <pubDate>Fri, 11 Nov 2011 16:47:00 +0000</pubDate>
            <dc:creator>Educar para Crescer</dc:creator>
            
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            <description><![CDATA[As carreiras mais promissoras são atualmente para os profissionais com maior conhecimento específico de uma área, aliando habilidades técnicas e criatividade]]></description>
    
                <content:encoded><![CDATA[<p>Como escolher as carreiras mais promissoras dos próximos vinte anos? Uma resposta pode ser encontrada no mais abrangente estudo já realizado sobre o assunto, The Shape of Jobs to Come (Como serão os empregos, em tradução livre), concluído no ano passado pela consultoria inglesa FastFuture, com o patrocínio do governo britânico. A pesquisa apontou 110 carreiras cujo ponto em comum é o fato de serem fundamentadas e terem surgido na esteira da inovação e dos avanços científicos. A maior parte delas se concentra em áreas como internet, meio ambiente, demografia e tecnologia. O estudo considera que, devido às características próprias, essas carreiras representam uma ruptura na tradição do trabalho, um verdadeiro "novo emprego". Para ocupá-lo, é preciso ser especialista, ter conhecimento específico e profundo de uma determinada área. Coisa que não significa, necessariamente, exibir um diploma ou um curso de pós-graduação, ainda que a formação universitária seja o mínimo necessário na maioria das atividades. <br /><br />A especialização pode muito bem ser decorrente da experiência, do talento e da capacidade de cada um para encontrar soluções originais em um mundo cada vez mais embaralhado. Escolhido neste ano uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, o finlandês Peter Vesterbacka é uma estrela em ascensão desse "novo emprego". Ele largou um cargo na Hewlett-Packard, o gigante dos computadores, para tentar ganhar a vida com seu hobby, o desenvolvimento de games. Com 200 milhões de downloads em smartphones e tablets em pouco mais de um ano, seu jogo Angry Birds o transformou numa celebridade digital. E também em um homem rico. <br /><br />O novo emprego é um híbrido dos extremos profissionais do século passado. Os títulos atuais tendem a ser referência a atividades tipicamente intelectuais (técnico, especialista, analista), mas quase sempre envolvem executar tarefas com as próprias mãos, como os operários numa fábrica. Um desenhista de animação em 3D, para citar como exemplo uma nova atividade na qual os brasileiros se destacam, realiza um trabalho basicamente cerebral, criativo, mas necessita de habilidade manual e conhecimento técnico para se utilizar do computador e de programas gráficos de última geração. A expansão em ritmo acelerado e, sobretudo, a modernização da economia brasileira abriram espaço no país para as "novas profissões". Abrir espaço, por sinal, é uma imagem pobre para descrever as imensas dimensões do fenômeno. O Brasil criou 2,8 milhões de empregos formais no ano passado, quase o dobro do recorde anterior, de 2007. Prevê-se que fechará este ano com o acréscimo de outro 1,9 milhão de vagas. Desse total, 1,2 milhão não será preenchido por absoluta escassez de candidatos com a qualificação necessária. <br /><br />Duas pesquisas recentes - uma da Confederação Nacional da Indústria, com 1 616 empresas, e outra da Fundação Dom Cabral, com as 130 maiores companhias do país - revelaram que a dificuldade em contratar é um problema sério em sete de cada dez empresas brasileiras. Isso decorre, em parte, da deficiência da educação nacional, uma ferida que só o tempo e boas políticas podem sanar. O maior abismo, contudo, é consequência direta do enorme apetite das empresas brasileiras por especialistas nas "novas profissões". VEJA escolheu vinte dessas profissões para ser analisadas de perto. Parte delas consta da relação elaborada pelo estudo inglês, e o critério adotado na seleção final foi objetivo: a existência de demanda no Brasil para cada uma dessas profissões. <br /><br /><em>Fontes consultadas: Brain Inteligência em Talentos, Cia. de Talentos/DMRH, DBM, Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Hospital Albert Einstein, InLumini Treinamentos, Michael Page, Right Management, Robert Half, Universidade Anhembi-Morumbi e Universidade Federal de Minas Gerais</em></p>]]></content:encoded>
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            <title>Enem e o desastre do Ensino Médio brasileiro</title>
    
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            <pubDate>Fri, 11 Nov 2011 14:28:00 +0000</pubDate>
            <dc:creator>Educar para Crescer</dc:creator>
            
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            <description><![CDATA[O Enem mostra que os brasileiros concluem a escola com deficiências básicas, diminuindo a chance de competir com jovens do resto do mundo ]]></description>
    
                <content:encoded><![CDATA[<p>Quando o prêmio Nobel de Física Richard Feynman (1918-1988) esteve no Brasil, nos anos 50, ficou assombrado com o que viu. Ao tomar contato com estudantes às vésperas do vestibular, espantaram-no tanto o pendor local pela decoreba de fórmulas como a completa ignorância sobre seu significado. Anos mais tarde, registraria em seus escritos aquilo que entendeu como um paradoxo brasileiro: entre os estudantes do mundo inteiro, os jovens que conheceu nos trópicos eram os que mais se debruçavam sobre a física e os que menos sabiam sobre a matéria. <br /><br />À medida que o Ensino Médio foi se expandindo no país - em seis décadas, o porcentual de jovens matriculados passou de 3% para os atuais 51% -, a desvantagem escolar observada por Feynman só se agravou. As aulas são rasas, desinteressantes, incapazes de preparar os estudantes do século XXI para disputar espaço em um mercado de trabalho global, no qual a capacidade de inovar é cada vez mais valiosa. Alerta o sociólogo Simon Schwartzman: "Se não começar a desatar os nós do Ensino Médio, o Brasil vai ficar para trás". <br /><br />O recém-divulgado Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prova aplicada pelo Ministério da Educação a 3,2 milhões de estudantes do país inteiro, dá a dimensão exata do abismo a vencer. É um espanto. Dos 23 900 colégios públicos e particulares submetidos ao teste, não mais que 1 500 - ou 6% da amostra - têm nível semelhante ao das escolas de países da OCDE (organização que reúne os mais ricos). <br /><br />O Enem trata de desmistificar uma ilusão que muitos pais cultivam ao matricular seus filhos em uma instituição privada - a de que eles ganharão um passaporte para o sucesso na vida adulta. Pois mesmo muitas das escolas que têm renome, prédios vistosos e mensalidades altas não resistem à comparação com suas congêneres estrangeiras: 80% oferecem na sala de aula qualidade equivalente à das escolas apenas medianas do mundo desenvolvido. Pasmem: na faixa dos 15 anos, estudantes demonstram dificuldade de resolver operações simples de matemática, como frações e porcentagens, e de compreender textos curtos. <br /><br />Várias razões explicam o cenário de terra devastada - a começar pelo despreparo dos professores. A maioria deles desembarca na sala de aula sem nenhuma estratégia para despertar o interesse de jovens inseridos em um mundo no qual o saber enciclopédico deixou de fazer sentido diante da internet. Na verdade, as deficiências de nossos mestres começam no nível mais básico. Os egressos das faculdades de pedagogia e das licenciaturas sabem pouco, ou nada, de didática, já que 80% do que aprenderam foram teorias obsoletas permeadas de bordões ideológicos. <br /><br />Às vésperas de formar-se pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Liliane Maria dos Santos, de 27 anos, dá o retrato acabado desse equívoco: "Eu e meus colegas não estamos preparados para enfrentar a vida real na escola". Sobre o Ensino Médio pesa ainda um déficit de 40 000 professores, principalmente de matemática, química e física, segundo o MEC. São vagas preenchidas com gente de outras especialidades ou que nem mesmo chegou à faculdade. A escassez de cérebros para o ensino atinge escolas públicas e particulares. "É raridade encontrar um professor realmente bom", diz o diretor Adilson Garcia, do Colégio Vértice, em São Paulo, o terceiro colocado no ranking nacional do Enem (veja o quadro na pág. 96). <br /><br />O Ensino Médio brasileiro se apoia em uma equação que não tem como dar certo: em nenhum outro lugar do mundo se despeja tanto conteúdo na lousa em tão pouco tempo. No afã de suprir todas as demandas do vestibular e agora as do Enem - hoje passaporte de entrada para 167 universidades públicas e mais de 500 particulares -, o currículo só cresce, amontoando temas que mobilizam apenas os estudantes brasileiros. Para se ter uma ideia, o número de tópicos apresentados ao aluno nas aulas de matemática chega a ser dez vezes o que aprende um típico estudante de Singapura (com o detalhe de que nós estamos na rabeira e eles, no topo). <br /><br />A velha cultura corporativista também tem sua parcela no inchaço do currículo. Ele vai inflando à medida que grupos com interesses próprios lutam pela inclusão de mais e mais disciplinas. Ocorreu recentemente com filosofia e sociologia, hoje obrigatórias, e periga se repetir com esperanto e linguagem de sinais, que figuram entre os oitenta projetos do gênero que aguardam votação no Congresso Nacional. "O Ensino Médio é um verdadeiro massacre de matérias dadas de forma muito superficial", diz a estudante carioca Julia Pimentel, de 16 anos. <br /><br />Espreme-se tudo isso em uma jornada escolar de quatro horas - quando não menos. Pesquisadores que acompanharam o dia a dia de dezoito escolas públicas durante quase um ano chegaram a uma conclusão estarrecedora: mesmo entre as melhores, o tempo líquido em sala de aula não passava de duas horas e treze minutos, contados no relógio. O desperdício se deve ao absenteísmo dos mestres, às greves e à indisciplina - esta um mal também muito disseminado em colégios particulares, que, em geral, não sabem lidar com o problema. "Ver alunos e professores concentrados na sala de aula é coisa rara", resume Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco e coordenadora do estudo, feito em parceria com o Ibope. Para efeito de comparação, nos países de melhor ensino os jovens passam, em média, seis horas na escola, às vezes até oito. <br /><br />Os problemas do Ensino Médio começam a ser gestados bem antes, no nível fundamental. "Os alunos brasileiros acumulam deficiências tão graves que, ao chegar à etapa seguinte, ficam boiando na aula", diz a doutora em Educação Maria Inês Fini. A metade dos 3,6 milhões que chegam a essa etapa acaba debandando dos bancos escolares antes do fim do ciclo - um funil que não condiz com uma economia que demanda cada vez mais gente bem formada. O fracasso do Ensino Médio torna necessária uma reflexão sobre o modelo brasileiro - único no mundo. Enquanto em países da OCDE os jovens podem escolher entre uma gama de escolas e disciplinas, no Brasil o sistema é igual para todos, maçante e enciclopédico, à revelia das diferenças de interesses e expectativas de cada um. Não custa trazer à realidade brasileira as palavras do filósofo francês Michel de Montaigne (1533-1592), que se preocupava com o ensino nas escolas de seu tempo. No período final da Renascença, ele dizia: "Uma cabeça benfeita vale mais do que uma cabeça cheia".</p><p><br /><strong>O atraso brasileiro <br /></strong><br />A comparação entre o Ensino Médio no Brasil e em países da OCDE ajuda a entender por que ainda ocupamos a rabeira dos rankings</p>]]></content:encoded>
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            <title>Por dentro do ENEM</title>
    
            <link>http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/enem-299356.shtml</link>
            <pubDate>Fri, 14 Oct 2011 16:11:00 +0000</pubDate>
            <dc:creator>Educar para Crescer</dc:creator>
            
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            <description><![CDATA[O exame acontece nos dias 22 e 23 de outubro. Saiba mais sobre a prova]]></description>
    
                <content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acontecerá nos dias 22 e 23 de outubro</strong>. Mais de 6 milhões de isncritos devem fazre a prova. Desde o ano passado, o exame inclui uma língua estrangeira: os candidatos devem escolher entre inglês e espanhol. Alunos de escola pública estão isentos de pagar a taxa de inscrição; para os demais o valor é de 35 reais. <br /><br />A prova, que até 2008 era composta por 63 perguntas interdisciplinares e uma redação, hoje tem 180 questões, divididas em quatro áreas do conhecimento: linguagens e códigos (português), ciências humanas (geografia e história), ciências da natureza (biologia, física e química) e matemática, além da redação. <br /><br />O <strong>Enem</strong> é um exame de caráter individual e voluntário, realizado anualmente por estudantes ao fim do ciclo básico, desde 1998. Em 2009, o exame foi totalmente reformulado pelo <strong>Ministério da Educação</strong>, com a intenção de unificar o processo seletivo das universidades federais e mudar o currículo do Ensino Médio, que, segundo o ministro <a target="_blank" href="http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/entrevista-fernando-haddad-428792.shtml"><strong>Fernando Haddad</strong></a>, privilegia a decoreba ao invés de estimular a análise crítica. O objetivo da prova atual, segundo o MEC, é avaliar a capacidade de raciocínio do aluno. Ele deve estar apto a aplicar os conceitos que aprendeu no Ensino Médio em situações-problema. O que, segundo alguns críticos, deixou de acontecer quando a prova ganhou a função de um vestibular. <br /><br />A intenção do Inep é que o Enem se torne uma forma generalizada de seleção para as universidades, substituindo até o tradicional vestibular. As instituições puderam escolher entre a substituição total do vestibular pelo Enem e outras três modalidades: utilizá-lo como primeira fase da seleção, usar a nota na prova para atribuir um percentual na avaliação final dos candidatos e usá-lo para preencher vagas remanescentes. <br /><br />A primeira edição, em 1998, teve apenas 115,6 mil participantes. O exame se tornou popular em 2004, quando o MEC instituiu o Programa Universidade para Todos (<a target="_blank" href="http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/prouni-299335.shtml"><strong>ProUni</strong></a>), e vinculou a concessão de bolsas em Instituições de Ensino Superior (IES) ao desempenho no exame. Outro grande incentivo foi a decisão de universidades públicas e particulares de levarem em conta a pontuação do Enem no processo seletivo.</p><p>Em seu novo formato, o Enem também servirá como critério de seleção para o <a target="_blank" href="http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/prouni-299335.shtml"><strong>ProUni</strong></a>, para a emissão de certificados de conclusão do ensino médio, substituindo o <a target="_blank" href="http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/materias_295144.shtml"><strong>Encceja</strong></a> e para a participação do <strong><a href="http://sisu.mec.gov.br/">Sistema de Seleção Unifica (Sisu)</a></strong>. Em 2011, cerca de 83 mil vagas em instituições públicas foram disputadas diretamente com base na pontuação da prova por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). Este ano, o Exame será supervisionado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e por uma empresa de governança e gestão de risco para evitar que os erros de aplicação da prova ocorridos em anos anteriores se repitam. <br /><strong><br /></strong></p>]]></content:encoded>
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		<item>
        
            <title>Por dentro do Saresp</title>
    
            <link>http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/materias_295298.shtml</link>
            <pubDate>Fri, 14 Oct 2011 15:52:00 +0000</pubDate>
            <dc:creator>Educar para Crescer</dc:creator>
            
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            <description><![CDATA[O que é o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo?]]></description>
    
                <content:encoded><![CDATA[<div id="nomePag">----- PAGINA 01 -----</div><!--#if expr="$page = 1" --><p>O Saresp &eacute; aplicado anualmente pela Secretaria da Educa&ccedil;&atilde;o do Estado de S&atilde;o Paulo (SEE/SP) para avaliar o Ensino B&aacute;sico na rede estadual desde 1996. Na edi&ccedil;&atilde;o de 2007, ele passou a utilizar a metodologia dos exames nacionais (<a target="_blank" href="http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/materias_295032.shtml">SAEB</a> e <a target="_blank" href="http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/guia-prova-brasil-500108.shtml">Prova Brasil</a>), o que permitiu a compara&ccedil;&atilde;o de resultados. Escolas particulares e da rede municipal tamb&eacute;m podem aderir ao exame.</p><p>Nos dias 29 e 30 de novembro de 2011 ser&atilde;o avaliadas todas as escolas estaduais na modalidade de ensino regular, mediante a aplica&ccedil;&atilde;o de provas aos alunos do 3&ordm;, 5&ordm;, 7&ordm; e 9&ordm; anos do Ensino Fundamental&nbsp;e da 3&ordf; s&eacute;rie do Ensino M&eacute;dio. As disciplinas a serem avaliados s&atilde;o L&iacute;ngua Portuguesa, Matem&aacute;tica e Ci&ecirc;ncias Humanas (Hist&oacute;ria e Geografia). Haver&aacute; aplica&ccedil;&atilde;o de prova de&nbsp;Reda&ccedil;&atilde;o numa amostra representativa de 10% do conjunto dos alunos.</p><p>Al&eacute;m da prova, eles preenchem um question&aacute;rio com informa&ccedil;&otilde;es sobre suas caracter&iacute;sticas pessoais, socioecon&ocirc;micas e culturais e situa&ccedil;&atilde;o escolar. Professores, coordenadores e diretores tamb&eacute;m s&atilde;o solicitados a fornecer dados relacionados ao processo de aprendizagem do aluno, &agrave; gest&atilde;o da escola e &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de propostas pedag&oacute;gicas. <br /><br />Os resultados v&ecirc;m em forma de relat&oacute;rios detalhados para cada escola, com diagn&oacute;sticos por alunos e por turmas. Esses documentos s&atilde;o de car&aacute;ter confidencial, mas h&aacute; relat&oacute;rios gerais de cada unidade.&nbsp;</p>]]></content:encoded>
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		<item>
        
            <title>Pra pobre analfabeto... tae kwon do!</title>
    
            <link>http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/ideb-educacao-publica-630308.shtml</link>
            <pubDate>Wed, 08 Jun 2011 16:29:00 +0000</pubDate>
            <dc:creator>Educar para Crescer</dc:creator>
            
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            <description><![CDATA["Nas escolas ruins, o fracasso é dado como coisa natural ou culpa do "sistema", dos políticos, dos pais, dos alunos ou da sociedade. Nunca é com elas. A terceirização da responsabilidade produz indolência"]]></description>
    
                <content:encoded><![CDATA[<p>Em um livro publicado por mim em 2004, idealizei um índice cuja aplicação permite dar notas de zero a 10 às escolas públicas com base em informações sobre o aprendizado dos alunos e suas taxas de aprovação medidas pelo <a href="http://educarparacrescer.abril.com.br/ideb/"><strong>Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica</strong></a>. No mês de maio, tive a oportunidade de acompanhar uma equipe do J<strong>N no Ar - Blitz da Educação</strong>. Em cada cidade, escolhida por sorteio, visitei com a equipe do Jornal Nacional a pior e a melhor escola pública classificadas segundo aquele índice. Passamos por Novo Hamburgo (RS), Vitória (ES), Caucaia (CE), Goiânia (GO) e Belém (PA). Não se pode dizer que essas dez escolas visitadas são uma amostra representativa da educação brasileira, visto que a seleção não foi totalmente aleatória, mas creio que se aproximam bastante do quadro geral do país. As visitas não trouxeram nenhuma grande surpresa para quem é familiarizado com a educação brasileira, mas adicionam uma concretude que às vezes falta nas pesquisas citadas nestas páginas. Por isso, gostaria de compartilhar alguns aprendizados e experiências, resumidos abaixo.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
        
            <title>Por dentro da Prova Brasil</title>
    
            <link>http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/prova-brasil-299417.shtml</link>
            <pubDate>Thu, 26 May 2011 19:16:00 +0000</pubDate>
            <dc:creator>Educar para Crescer</dc:creator>
            
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            <description><![CDATA[Em 2011, a prova acontece em novembro]]></description>
    
                <content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Prova Brasil</strong> foi criada em 2005, mas teve a sua primeira aplica&ccedil;&atilde;o realizada em 2007. Ela fornece um diagn&oacute;stico detalhado do ensino p&uacute;blico brasileiro, pois permite a obten&ccedil;&atilde;o de dados por escolas e munic&iacute;pios. A<strong> Prova Brasil 2011</strong> ocorrer&aacute; entre os dias 7 e 18&nbsp;novembro e dever&aacute; envolver cerca de 6,2 milh&otilde;es de estudantes, parte do 5&ordm; ano e parte&nbsp;do 9&ordm; ano do <strong>Ensino Fundamental</strong>.<br /><br />Os testes de portugu&ecirc;s e matem&aacute;tica, aplicados de dois em dois anos, s&atilde;o respondidos por todos os alunos do 5&ordm; e 9&ordm; ano do Ensino Fundamental de escolas p&uacute;blicas urbanas com mais de&nbsp;10 alunos por s&eacute;rie.<br /><br />Desde 2007, os estudantes n&atilde;o precisam mais passar por duas provas. As avalia&ccedil;&otilde;es passaram ser operacionalizadas em conjunto com o <strong><a href="http://provabrasil.inep.gov.br/">SAEB</a></strong> (Sistema Nacional de Avalia&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica direcionada a estudantes do 3&ordm; ano do Ensino M&eacute;dio) e tornaram-se complementares.</p><p>Os resultados obtidos na Prova Brasil e no SAEB s&atilde;o levados em conta na elabora&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (IDEB).</p><p>Para saber mais sobre a Prova Brasil leia tamb&eacute;m o <strong><a href="http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/guia-prova-brasil-500108.shtml">Guia da Prova Brasil</a></strong>, tudo o que voc&ecirc; precisa saber sobre a avalia&ccedil;&atilde;o que comp&otilde;e o &Iacute;ndice de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (Ideb)</p><div id="nomePag"><hr /></div><!--#endif -->]]></content:encoded>
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            <title>8 motivos para fazer (bem) o Enem</title>
    
            <link>http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/enem-2009-501152.shtml</link>
            <pubDate>Fri, 20 May 2011 13:09:00 +0000</pubDate>
            <dc:creator>Educar para Crescer</dc:creator>
            
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            <description><![CDATA[Descubra por que é importante prestar o Exame Nacional do Ensino Médio com a máxima dedicação e seriedade]]></description>
    
                <content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de nem todas as universidades terem aderido ao<strong> Enem</strong> como critério único de seleção, grande parte o utiliza ao menos como parte do processo seletivo. "E esse, por si só, já seria um bom motivo para prestar a prova com seriedade", afirma Heliton Ribeiro Tavares, diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais <strong>(Inep)</strong>. <br /><br />Até a  mudança no exame, realizada em 2009, muitos estudantes faziam apenas a parte que lhes interessava do Enem para evitar o desgaste de mais umas provas de seleção. Se a redação não contava pontos para o ingresso na universidade almejada, por exemplo, era deixada em branco. Resultado: a nota do Enem não refletia os conhecimentos reais daquele aluno e, no seu conjunto, não poderia ser considerada um indicador de qualidade confiável do conteúdo do Ensino Médio nas escolas. Mas, desde de 2009, isso mudou. "Os estudantes têm de fazer a prova com muito mais seriedade", afirma o diretor do Inep. Levar sério o Enem é uma maneira de ter um indicador de qualidade confiável das escolas. Além disso, serve como autoavaliação para cada um dos alunos e pode ser um "simulador" do vestibular.<br /><br />Isso se deve não só ao fato de o Enem agora ser o único critério de seleção de mais de 80 universidades públicas, através do Sistema de Seleção Unifica (Sisu) e de cerca de 500 faculdades particulares de todo o país, mas também, a uma série de outros motivos. É muito importante fazer a prova dando o máximo de si porque a nota do Enem constitui o mais importante indicador de qualidade do Ensino Médio brasileiro, tanto para escolas públicas como para as privadas. <br /><br />Se você vai prestar o Enem, leia as dicas abaixo para entender por que ele é um exame tão importante. E saiba que, quando chegar a prova, é importante ter uma boa alimentação, dormir bastante e resolver as questões com tranquilidade. Vai ser bom para você, para a sua escola e para o Brasil.</p>]]></content:encoded>
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            <title>Como está a Educação do Brasil?</title>
    
            <link>http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/como-esta-educacao-brasil-518829.shtml</link>
            <pubDate>Mon, 09 May 2011 10:18:00 +0000</pubDate>
            <dc:creator>Educar para Crescer</dc:creator>
            
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            <description><![CDATA[O relatório <i>De Olho nas Metas 2010</i> mostra que o ensino no país melhorou, mas ainda há muito para avançar]]></description>
    
                <content:encoded><![CDATA[<p>A Educação brasileira está cheia de siglas cabeludas e provas para medição de qualidade: Saeb, Ideb, Prova Brasil, Provinha Brasil, Saresp, Enem... Bom, Enem todo mundo sabe o que é, não é mesmo? Todas essas siglas significam que a Educação brasileira vem sendo avaliada. Sim, não são apenas as crianças e os jovens que passam por provas e recebem notas. A Educação também é medida. Todas essas siglas, portanto, indicam como anda a qualidade da Educação brasileira. Sem o Saeb, o Ideb, a Prova Brasil, a Provinha Brasil, o Saresp, o Enem, sem essas siglas esquisitas não haveria como saber se o seu filho está realmente fazendo o que deveria na escola: aprender. <br /><br />Desde a década de 90, quando o <a target="_blank" href="http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/materias_295032.shtml"><strong>Saeb</strong></a> (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e outros índices foram criados, ficou possível ver se a escola estava cumprindo o seu papel de ensinar e o jovem tendo atendido seu direito de aprender. Vendo os problemas de aprendizagem do aluno ficou possível melhorar o sistema de ensino da escola. Como não é possível melhorar tudo de uma vez, especialistas ligados ao Movimento Todos pela Educação (TPE), que articula os esforços da sociedade civil, da iniciativa privada e de governos, reuniram-se, há quatro anos, para definir as metas para a melhoria da Educação básica do país. Traçaram um planejamento ano a ano e estabeleceram prazos para o cumprimento dessas metas até 2022. Se o Brasil alcançar todas as projeções até lá, terá chegado a um nível de Educação semelhante ao que têm hoje alguns dos países desenvolvidos como Estados Unidos e França. <br /><br />Na prática, as metas do Todos pela Educação, se efetivadas, garantem que todas as crianças estariam na escola e teriam adquirido pelo menos o conhecimento mínimo esperado para chegar ao ensino superior. "O estabelecimento de metas para aferir periodicamente a Educação ocupa um espaço estratégico na mobilização do país em torno da melhoria do ensino", afirma Mozart Neves Ramos, presidente-Executivo do movimento Todos Pela Educação. As cinco Metas do movimento, que você lê em detalhe abaixo, abarcam o atendimento escolar, a alfabetização das crianças, a aprendizagem escolar, a conclusão das etapas da Educação Básica, e também volume e gestão dos investimentos públicos em Educação. O primeiro relatório de monitoramento dessas metas foi lançado em dezembro de 2008. <br /><br />O resultado das metas de 2010 (o relatório se chama De olho nas metas 2010) foi divulgado em dezembro e mostra que ainda há muito a fazer no cenário educacional brasileiro. O destaque desta edição são as informações exclusivas sobre o aprendizado dos estudantes brasileiros, foco da Meta 3. Nenhuma unidade da federação atingiu as metas de aprendizagem para todos os diferentes níveis de ensino.  "A Meta 3 é a chave para aferir a qualidade do ensino no País, para avaliar se o direito a aprendizagem está sendo efetivamente cumprido. E hoje temos dados preocupantes", afirma Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação.</p><p>Veja a seguir as metas do Todos pela Educação:</p>]]></content:encoded>
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            <title>Classes globalizadas</title>
    
            <link>http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/estrangeiros-em-universidades-626211.shtml</link>
            <pubDate>Fri, 29 Apr 2011 14:47:00 +0000</pubDate>
            <dc:creator>Educar para Crescer</dc:creator>
            
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            <description><![CDATA[Em quatro anos, quase dobrou o número de alunos estrangeiros nas faculdades paulistanas]]></description>
    
                <content:encoded><![CDATA[<p>Aos 21 anos, a colombiana <strong>Natalia Rodriguez</strong> deixou o conforto da casa dos pais, em <strong>Bogot&aacute;</strong>, para se aventurar num pa&iacute;s desconhecido. Desde o come&ccedil;o do ano paga 700 reais por m&ecirc;s para morar num quarto de 5 metros quadrados, sem banheiro, numa rep&uacute;blica onde vivem outras seis pessoas. A motiva&ccedil;&atilde;o para tanto sacrif&iacute;cio? Estudar numa das melhores institui&ccedil;&otilde;es de ensino da Am&eacute;rica Latina e viver numa metr&oacute;pole com posi&ccedil;&atilde;o de destaque no cen&aacute;rio internacional. A cidade escolhida por Natalia &eacute; <strong>S&atilde;o Paulo</strong>, e a escola dos sonhos, a <strong>USP</strong>. &quot;Aqui encontro muito mais coisas do que na minha antiga faculdade&quot;, diz ela, que cursa o 7&ordm; semestre de <strong>antropologia</strong> no c&acirc;mpus do Butant&atilde;. <br /><br />Natalia est&aacute; longe de ser um caso isolado. Nunca houve tantos <strong>estrangeiros</strong> nas salas de aula brasileiras, conforme atesta o n&uacute;mero de vistos para estudantes concedidos pelo <strong>Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores</strong> - saltou de pouco mais de 6000, em 2006, para cerca de <strong>16000</strong> em 2009 (dado mais recente do Minist&eacute;rio). S&atilde;o Paulo &eacute; um dos destinos preferenciais da turma. N&atilde;o h&aacute; estat&iacute;sticas oficiais capazes de quantificar o fen&ocirc;meno na cidade, mas um levantamento feito nas principais institui&ccedil;&otilde;es paulistanas mostra que o n&uacute;mero de alunos vindos do exterior quase dobrou desde 2006, chegando &agrave; casa de <strong>2600 matr&iacute;culas</strong> no ano passado. Apesar do aumento, estamos longe de ser um grande polo educacional. Na USP, por exemplo, o porcentual de estrangeiros &eacute; de 2,8% do total de 56000 alunos. Em universidades americanas como Harvard e Stanford, essa fatia sobe para 20%. Engatinhamos ainda no tema basicamente por tr&ecirc;s motivos:&nbsp;<br /><br />- Poucas universidades oferecem disciplinas ministradas em ingl&ecirc;s.&nbsp;<br /><br />- N&atilde;o h&aacute; padroniza&ccedil;&atilde;o nos curr&iacute;culos brasileiros, o que dificulta a compatibiliza&ccedil;&atilde;o entre os cursos daqui e os de fora.&nbsp;<br /><br />- As faculdades geralmente n&atilde;o t&ecirc;m alojamentos para receber os alunos. <br /><br />O paraguaio Rodrigo B&aacute;ez, de 24 anos, estudante de m&uacute;sica da USP, foi um dos que sofreram para achar moradia. Passou por cinco rep&uacute;blicas desde que chegou a S&atilde;o Paulo, em 2007. &quot;Numa delas havia nove pessoas em dois quartos&quot;, conta. Sua procura terminou h&aacute; tr&ecirc;s meses, quando encontrou uma casa confort&aacute;vel no bairro do Butant&atilde;, que divide hoje com outros sete jovens. Apesar dos percal&ccedil;os, a adapta&ccedil;&atilde;o dos alunos estrangeiros normalmente ocorre de maneira r&aacute;pida. O holand&ecirc;s Elzo Franco Adrian, de 21, veio para c&aacute; em janeiro a fim de cursar um semestre de rela&ccedil;&otilde;es internacionais na ESPM e n&atilde;o teve problema em arranjar um teto acolhedor, j&aacute; que namora uma brasileira. &quot;As pessoas s&atilde;o muito gentis, e ainda me espanto quando vejo algu&eacute;m rindo no cinema, coisa rara na Holanda&quot;, afirma ele, piv&ocirc; do time de basquete da faculdade. O entusiasmo por S&atilde;o Paulo n&atilde;o muda nem quando alguns sofrem com os problemas da cidade. Quando chegou aqui, em janeiro, a checa Irena Melounov&aacute;, 27 anos, que cursa rela&ccedil;&otilde;es internacionais na Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV), estranhou o fato de n&atilde;o poder circular sozinha na rua de madrugada. Tudo piorou no m&ecirc;s seguinte, quando ela presenciou o assassinato de um colega, morto a tiros num bar nas redondezas da faculdade. &quot;Depois disso, estou saindo menos&quot;, diz. Mas o susto n&atilde;o foi forte a ponto de diminuir seu interesse pelo pa&iacute;s. Sua volta para casa, antes prevista para junho, provavelmente ser&aacute; adiada por algum tempo. Nas f&eacute;rias de julho, Irena pretende conhecer as paisagens mineiras descritas em Grande Sert&atilde;o: Veredas, de Guimar&atilde;es Rosa, um de seus romances favoritos. <br /><br />Para elevarem a qualidade do ensino, aumentarem a quantidade de pesquisas e ampliarem a reputa&ccedil;&atilde;o na comunidade acad&ecirc;mica internacional, v&aacute;rias faculdades daqui intensificaram esfor&ccedil;os para multiplicar a capta&ccedil;&atilde;o de estudantes estrangeiros. A USP acaba de criar uma vice-reitoria voltada apenas a rela&ccedil;&otilde;es internacionais. A Faap marca presen&ccedil;a desde 2005 em feiras de educa&ccedil;&atilde;o no exterior para divulgar as vantagens de fazer um interc&acirc;mbio no Brasil. &quot;Salas de aula com pessoas de v&aacute;rias nacionalidades aumentam a riqueza de um curso&quot;, conclui Ren&eacute;e Zicman, assessora de assuntos internacionais da PUC de S&atilde;o Paulo.</p>]]></content:encoded>
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